A Morte Como Sustento
O dia-a-dia dos profissionais que convivem com a dor alheia
O dia-a-dia dos profissionais que convivem com a dor alheia
Por Giselle Marques
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O Brasil registra um milhão de óbitos por ano e a humanidade se transforma em estatística a cada dia. No município de Campinas o número de funerais gira em torno de seiscentos por mês e desses, a morte violenta abate cento e trinta. O inverno atinge grande parte das pessoas mais velhas com suas gripes e pneumonias. Os mais jovens se matam no trânsito e a cura do câncer precisaria ser vendida em comprimidos nas farmácias. Existem falecimentos de maneiras inusitadas, como um senhor que estava colhendo manga para os netos quando caiu da árvore, não resistiu aos ferimentos. Alguns procuram a inexistência em lâminas e cordas. Entre tantos falecimentos existem profissionais especializados e experientes para lidar com a morte, seja para cuidar de um moribundo, melhorar a coloração de um corpo sem vida ou construir túmulos.
As atividades que envolvem a convivência diária com o fim da vida de seres humanos são variadas, saber o quê fazer e como fazer exige prática. No dia-a-dia a experiência é construída com a necessidade de presenciar histórias nem sempre agradáveis. Para não seguir o senso comum, este livro-reportagem escapa das estatísticas e traz para o leitor os sentimentos e o lucro de quem batalha para amenizar a dor do outro, seja nos hospitais, funerais ou cemitérios.Os rituais existem para simbolizar o fim da vida.
A morte é inevitável e intocável. É possível falar, escrever e pensar na morte, mas tocá-la, não. Os símbolos construídos pelos homens buscam entender o fim quando a dor não pode ser demonstrada pelo vocabulário. Com o tempo, os funerais foram modificados. Os motivos para as mudanças são diversos. O maior deles é o avanço da medicina que permite o prolongamento da vida ou do sofrimento. Se velar um corpo na sala da própria casa era comum, hoje, com as famílias dispersas, a correria das grandes cidades, prédios e elevadores, o mercado funerário se aperfeiçoa para cuidar de todos os detalhes de um funeral.Ao conviver com o sofrimento e a morte alheia, enfermeiros, médicos, sepultadores, floristas, diretores e agentes funerários precisam enfrentar o preconceito de quem não entende que o trabalho consiste em amenizar o choque causado por aquilo que é iminente, o fim.
Da mesma maneira que o proprietário da mais tradicional funerária da cidade de Rio Claro, no interior do estado de São Paulo, descobriu como vender aquilo que ninguém quer comprar, este livro-reportagem procura desvendar realidades pouco exploradas na sociedade ocidental onde homens e mulheres ‘fazem de conta’ que esqueceram a limitação da própria existência. Discutir o sexo com quem fez voto de castidade é como debater a morte com quem fez voto de eternidade. E o ser humano, portador de uma vaidade que beira à patologia, parece não admitir que um dia terá que se ausentar deste mundo. . .
As atividades que envolvem a convivência diária com o fim da vida de seres humanos são variadas, saber o quê fazer e como fazer exige prática. No dia-a-dia a experiência é construída com a necessidade de presenciar histórias nem sempre agradáveis. Para não seguir o senso comum, este livro-reportagem escapa das estatísticas e traz para o leitor os sentimentos e o lucro de quem batalha para amenizar a dor do outro, seja nos hospitais, funerais ou cemitérios.Os rituais existem para simbolizar o fim da vida.
A morte é inevitável e intocável. É possível falar, escrever e pensar na morte, mas tocá-la, não. Os símbolos construídos pelos homens buscam entender o fim quando a dor não pode ser demonstrada pelo vocabulário. Com o tempo, os funerais foram modificados. Os motivos para as mudanças são diversos. O maior deles é o avanço da medicina que permite o prolongamento da vida ou do sofrimento. Se velar um corpo na sala da própria casa era comum, hoje, com as famílias dispersas, a correria das grandes cidades, prédios e elevadores, o mercado funerário se aperfeiçoa para cuidar de todos os detalhes de um funeral.Ao conviver com o sofrimento e a morte alheia, enfermeiros, médicos, sepultadores, floristas, diretores e agentes funerários precisam enfrentar o preconceito de quem não entende que o trabalho consiste em amenizar o choque causado por aquilo que é iminente, o fim.
Da mesma maneira que o proprietário da mais tradicional funerária da cidade de Rio Claro, no interior do estado de São Paulo, descobriu como vender aquilo que ninguém quer comprar, este livro-reportagem procura desvendar realidades pouco exploradas na sociedade ocidental onde homens e mulheres ‘fazem de conta’ que esqueceram a limitação da própria existência. Discutir o sexo com quem fez voto de castidade é como debater a morte com quem fez voto de eternidade. E o ser humano, portador de uma vaidade que beira à patologia, parece não admitir que um dia terá que se ausentar deste mundo. . .
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