quarta-feira, 1 de abril de 2026

A evidência? Sou eu.
Com o tempo isso deve passar.
Com o tempo isso precisa melhorar.


 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bastidores

 Rubem Alves - Parque D. Pedro - Campinas/SP


 Carlos Casagrande e Ellen Roche - Shopping Pátio Limeira/SP

 Luiza Possi - Shopping Rio Claro/SP


 Kátia Fonseca, ensaio da peça Lautrec - Campinas/SP



Titãs - no Ginástico - Rio Claro/SP


  

 Fabrício Carpinejar - Bienal do Livro em São Paulo :)





Chegando com o Papai Noel no Shopping Rio Claro/SP


 FrigoNews presente na TECNOALIMENTOS 2011 - Fortaleza/CE

domingo, 5 de setembro de 2010

Livros Revisados - Novo Acordo Ortográfico

Emboscada - Alexandre Heredia - TARJA EDITORIAL

 
Do Outro Lado do Balcão - João Pozzuto

Steampunk - TARJA EDITORIAL

Campanhas Diversas - Shopping Rio Claro - 2010


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Inauguração da Nova Praça de Alimentação - Shopping Rio Claro






Organização da inauguração da Nova Praça de Alimentação
Local: Shopping Rio Claro - Janeiro de 2010
Convites e convidados, contratação de banda, buffet, recepcionistas, assessoria de imprensa, e auxílio direto para o staff da AD Shopping.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Campanha de Natal - Shopping Rio Claro- 2009

Organização geral da Campanha de Natal
e da festa para a chegada do Papai Noel:
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* Assessoria direta à gerência.
* Rotinas administrativas relacionadas ao evento.
* Contratação de Papai Noel.
* Contratação das Noeletes e atrações artísticas.
.
* Figurino:
- orçamentos;
- compra de material,
- contratação de mão de obra.
.
* Supervisão geral:
- decoração de Natal;
- Papai Noel;
- Noeletes.
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* Locação de brinquedos.
* Locação de Helicóptero.
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MÍDIA
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* Contato direto com a agência, plano de mídia.
* Contratação de serviços gráficos em geral.
.
* Comercial de TV:
- supervisão e assistência geral (
material e equipe).
.
* Divulgação para mídia:
- assessoria de imprensa;
- disparo de newsletters;
- site do Rio Claro shopping.


Mídia espontânea:
EPTV São Carlos
Guia Rio Claro
Site Lide Brasil
Jornal Cidade
Jornal Regional
entre outros veículos da região.
. .


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Edição: revista Michael Fachini



3ª edição
primavera/verão - 2009/2010
semestral / 32 páginas / 5 mil exemplares







2ª edição
outono/inverno - 2009
semestral /
32 páginas / 5 mil exemplares

sábado, 30 de maio de 2009

AVISO

O endereço de e-mail jornalistagi@hotmail.com foi cancelado. Por enquanto estou trabalhando com este, que é o mesmo do MSN: giselle_marques80@hotmail.com

Você me acha também pelo celular :)

Abraços,
Giselle

domingo, 5 de abril de 2009

terça-feira, 29 de abril de 2008

2008 - Divulgação: Café Capitu - Rio Claro

release
Aquiles Faneco - Quinta no Café Capitu

Nesta quinta-feira (17 de abril), a partir das 21h, o guitarrista Aquiles Faneco apresenta seu Pocket Show no Café Capitu.

Com um repertório requintado e composto por música instrumental, o guitarrista passeia pelo jazz, blues, pop e música brasileira, com interpretação sofisticada e improvisação enérgica!

Neste trabalho, Aquiles mostra suas influências destiladas em temas de Miles Davis, Tom Jobim, B.B. King, John Scofield, James Brown, The Police, entre outros. A guitarra é protagonista, voz principal da performance.

Venha conferir e aproveite para degustar o que há de melhor!

O artista


Músico profissional há 20 anos, Aquiles Faneco estudou no GIT (Guitar Intitute of Technology) em Los Angeles. Tocou ao lado de músicos como Arthur Maia, Cláudio Zolli, Banda Rio Soul, Duda, Os 4 Manos, Wonderful One, John Secada, Ted Falcon, Phil de Greg, Christian Gálvez,Tomas Walsh, Bruno Medina, Rafael dos Santos, Marcos Cavalcante, Eduardo Gomes e outros.

Apresentou-se em casas, teatros e bares no Brasil e exterior como Bourbon Street, Mistura Fina, Ao Vivo, Hipódromo Up, circuito de SESCs, Ópera Museum, Ballromm, Chevrolet Hall etc.

Em 1999 lançou o Cd autoral “Músicas de Guitarra”, o qual recebeu vários elogios nas matérias publicadas em revistas especializadas como Guitar Player, Guitar Class, Cover Guitarra e The Pacific Time Jornal de San Francisco.

Atua na área fonográfica como guitarrista, arranjador e produtor, participando da gravação de mais de 20 Cds, dentre eles “Temporaneo” do pianista Marcelo Onofri, concorrendo ao Prêmio Visa.

Leciona guitarra desde 1988 e atualmente é diretor pedagógico da EM&T - Escola de Música e Tecnologia em Campinas, com 5 prêmios internacionais de qualidade. Acompanha o cantor Altemar Dutra Jr. em shows por todo Brasil e exterior.

Está em fase de produção do seu segundo Cd com lançamento previsto para o segundo semestre de 2008. Este novo trabalho tem uma roupagem moderna e descontraída, que mistura elementos do jazz, blues, funk e do pop com muita brasilidade na maneira de tocar. A inventividade melódica e a profusão rítmica são características marcantes das novas composições e arranjos.


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Café Capitu
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Endereço: rua 5, nº 1208, entre avs. 2 e 4 - Centro - Rio Claro/SP
Faça sua reserva: 19. 3523-1478
E-mail:
cafecapitu@hotmail.com

Conheça a história e o cardápio do Café Capitu: http://cafecapitu.blogspot.com/

Comunidade do Café Capitu no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28677741

Perfil - Café Capitu:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4110751114251222096



Amigos brindam no Café Capitu!




Mídia espontânea:
TV Claret
Guia Rio Claro
Jornal Cidade
Canal Rio Claro

2007-2008 - TRW em Foco





"Líder global em segurança ativa e passiva para veículos, a TRW Automotive Ltda. está entre as empresas líderes do segmento de autopeças no Brasil, fornecedora das principais montadoras instaladas no país, além de atuar no mercado de reposição e de exportação. A TRW oferece ao mercado uma linha completa de produtos que inclui sistemas de freio, ABS, direção e suspensão, cintos de segurança, volantes de direção, airbags, válvulas de motores, componentes eletrônicos, sistemas de fixação, módulos de suspensão dianteira e traseira e fluido de freio. A marca TRW participa do desenvolvimento de avançados projetos da indústria automobilística e está presente na maioria dos veículos brasileiros. Com matriz na cidade de Limeira (SP), a TRW Automotive Ltda. faturou R$ 1,2 bilhão em 2006 e emprega cerca de 4.700 pessoas em seis unidades industriais e duas joint ventures"





Função:
Elaboração de pautas, entrevistas, fotos, textos e revisão gramatical para a revista institucional TRW em Foco. Incluindo visitas nas seis plantas brasileiras: Limeira, Santo André, Diadema, Engenheiro Coelho, Três Corações e Lavras.



2008 - Revista Drops


Foto: Gilberto Junior

Sadismo escolar: um fenômeno universal
Para muitos estudantes que mudam de escola, ou simplesmente voltam às aulas, esta época do ano representa um grande desafio: ao chegarem em uma classe, onde as panelinhas já estão formadas, alguns não conseguem se enturmar.

Os tímidos ou aqueles que possuem características diferentes dos demais podem ter ainda mais dificuldades. Isolados e ridicularizados por suas características pessoais, se tornam mais vulneráveis e passam a ser o alvo predileto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente.

Estes são vítimas do bullying*, termo de origem inglesa utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados por um indivíduo (bully), ou grupo de indivíduos, com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender.

Maria Teresa Volpato Dias, psicóloga e mestre em educação, explica que este fenômeno muitas vezes é tratado com indiferença pelos adultos, que ignoram o sofrimento diário do estudante, o que pode agravar a timidez e o medo, piorando o desempenho nos estudos.

“Os filhos precisam se abrir com os pais, e estes devem estar dispostos a ouvi-los. Também é necessário entrar em contato com a escola e se informar sobre o comportamento do estudante. A violência precisa ser eliminada e dar lugar à disciplina, atenção, diálogo e respeito. É importante que cada escola busque seu próprio programa antibullying”, ressalta Maria Teresa.

Exemplos de bullying não faltam, já que todo mundo tem que lidar com a difícil arte da convivência social; e raros são os corajosos que admitem o fato, como aconteceu com o psicanalista e escritor Rubem Alves, que foi vitima de bullying quando criança e hoje é um dos profissionais que mais colaboram com a divulgação deste fenômeno.

Para saber mais sobre este comportamento tão comum e nocivo duas fontes são os sites da Abrapia, com o Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes, realizado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância e a Adolescência (Abrapia), com patrocínio da Petrobras, e o Observatório da Infância.

Livros para mais informações:
Bullying - Estratégias de sobrevivência para crianças e adolescente, de Beaudoin e Taylor - Editora Artmed - Bookman Bullying e Desrespeito: como acabar com essa cultura na escola, de Beaudoin e Taylor - Editora Artmed Fenômeno Bullying, de Cleo Fante - Editora Verus

*A palavra bully significa, em inglês, valentão, o autor das agressões. A vítima, ou alvo, é a que sofre os efeitos delas. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

2007/2008 - Entrevistas - Guia Rio Claro


Cleo Fante
Foto: Christiano Mazzola


Bullying: o que é isso?
Cleo Fante traz detalhes sobre bullying

Assunto cada vez mais pesquisado e debatido entre educadores, o bullying escolar é objeto de estudo de Cleo Fante desde 2000, quando conheceu o tema na Universidade de Ilhas Baleares, na Espanha.

Em entrevista para o Guia Rio Claro, a pesquisadora alerta sobre as causas e conseqüências deste fenômeno tão comum e prejudicial ao desenvolvimento social do indivíduo.

O que é o fenômeno bullying?
É uma forma de violência que resulta em sérios prejuízos não somente ao ambiente escolar, mas à sociedade, através das atitudes de seus membros. As relações desestruturadas por meio de condutas abusivas e intimidatórias incidem na formação de valores e na formação do caráter, o que refletirá na vida do indivíduo, no campo pessoal, profissional, familiar e social. É uma dinâmica psicossocial expansiva que envolve um número cada vez maior de crianças e adolescentes, meninos e meninas, à medida que muitas vítimas reproduzem a vitimização contra outro(s).

Desde quando existe este fenômeno?
O bullying sempre existiu, porém, somente há pouco mais de três décadas é que se tornou assunto estudado, com parâmetros científicos. Apesar de ser antigo, o que nos preocupa é seu crescimento e envolvimento de crianças em tenra idade escolar. O fenômeno se intensifica e se agrava na medida em que muitos daqueles que presenciam os ataques dos valentões (bullies) e a impunidade de suas ações, acabam por adotar atitudes semelhantes ou ainda mais perversas e cruéis. Os casos crônicos colaboram com os elevados índices de violência e criminalidade que envolve nossa juventude – já que muitos não suportam o grau de sofrimento que lhes são imputados e acabam por cometer assassinatos e suicídios dentro e fora da escola.

Onde e quando este fenômeno começou a ser observado e estudado? O que significa bullying?
Começou a ser estudado cientificamente a partir dos anos 70, na Suécia e nos anos 80, na Noruega, em decorrência do aumento dos índices de suicídios entre os estudantes. No Brasil, as pesquisas e estudos são recentes, motivo pelo qual há urgência em conscientizar nossa sociedade sobre o fenômeno e seus prejuízos. O bullying é um termo utilizado na literatura psicológica anglo-saxônica para designar comportamentos agressivos e anti-sociais. “Bully” pode ser traduzido como “valentão”, “tirano”, “brigão”. Enquanto verbo, “Bullying”, significa “tiranizar”, “amedrontar”, “brutalizar”, 'oprimir'. Universalmente, o termo é conceituado como sendo um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima.

Como identificar se o que está acontecendo com algum aluno se caracteriza como fenômeno bullying ou se é apenas briga comum entre colegas?
Existem critérios para identificar as condutas bullying e diferenciá-las de outras formas de violência e das “brincadeiras” próprias da idade. Esses critérios foram estabelecidos pelo renomado pesquisador norueguês Dan Olweus, pioneiro nos estudos da temática. Portanto, o bullying é caracterizado por ações repetitivas contra uma mesma vítima, num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima; e ausência de motivos que justifiquem os ataques. É necessário levar em consideração os sentimentos negativos mobilizados e as seqüelas emocionais, vivenciados pelas vítimas de bullying.

Por que as crianças são cruéis e agressivas entre si? Por que esse tipo de comportamento acontece?
São inúmeras as causas desse comportamento, desde a carência afetiva, a ausência de limites, a permissividade familiar e escolar, a exposição às inúmeras cenas de violência exibidas na mídia, nos jogos, nos filmes, a ausência de modelos educativos capazes de nortear a vida dos jovens, a certeza da impunidade, o incentivo à competitividade, o individualismo, o egoísmo, a falta de políticas públicas e investimentos para conter a violência nas escolas, a sociedade consumista sem valores solidários, dentre outros.

Como a “vítima” pode se defender?
É importante frisar que uma das características do bullying é o desequilíbrio de poder. Portanto, para a vítima não é fácil se defender, se assim o fosse não haveria vitimização. Ante o primeiro ataque, a suposta vítima já daria um basta à situação e, nesse caso, seria uma ação pontual e não bullying. A dificuldade está na defesa, uma vez que o agressor respaldado em sua força física ou psicológica, ou ainda com o apoio ou participação do grupo, persiste nos ataques que se tornam cada vez mais freqüentes e cruéis. A vítima aos poucos é excluída do convívio social, o que aumenta ainda mais o seu sofrimento. Orientamos para que a vítima não sofra em silêncio, que busque auxílio junto a um colega, professor ou familiar.

Mesmo sem muitas chances de defesa, como agir a partir do momento em que o bullying se concretiza?
Algumas vítimas se defendem encontrando caminhos alternativos, se dedicando aos estudos, aos esportes, às artes, à profissão, à solidariedade. Outras aprendem a se defender com a ajuda de profissionais da psicologia. Outras encontram no sofrimento o poder da resiliência. Outras, para se defender, atacam.

Quais os aspectos negativos do fenômeno para a “vítima”? Como isto pode repercutir no presente e no futuro da pessoa?
A vítima experimenta sentimentos negativos que podem comprometer seu desenvolvimento socioeducacional. No processo educacional pode repercutir na queda do rendimento escolar, desinteresse pelos estudos, déficit de concentração e de aprendizagem. Absentismo, reprovação e evasão escolar. No processo de socialização, por estar comprometida sua auto-estima, a vítima vai se fechando para novos relacionamentos, dificultando a integração social. Muitas vítimas não superam essa dificuldade no decorrer do seu desenvolvimento acadêmico e se tornam adultos com probabilidades de comportamentos depressivos ou compulsivos. Tendem a apresentar dificuldades na vida sentimental, por não confiarem nos parceiros. No local de trabalho, podem apresentar dificuldade de expressão, de falar em público e de liderança, déficit de concentração, insegurança, dificuldade de resolução de conflitos, de tomada de decisões e iniciativas. Quanto à educação dos filhos, projetam sobre eles seus medos, desconfianças e inseguranças, tornando-se superprotetores em muitos casos. Na saúde, promovem queda da resistência imunológica e sintomas psicossomáticos diversificados, como cefaléia, tonturas, náuseas, ânsia de vômito, dores epigástricas, diarréia, enurese, sudorese, febre, taquicardia, tensão e dores musculares, excesso de sono ou insônia, pesadelos, perda ou aumento do apetite, dores generalizadas, dentre outras. Podem surgir doenças de causas psicossomáticas, como gastrite, úlcera, colite, bulimia, anorexia, herpes, rinite, alergias, problemas respiratórios, obesidade, além do comprometimento de órgãos e sistemas.

Quais os perfis mais escolhidos para ser motivo de chacota da turma?
Devemos esclarecer, primeiramente, que o bullying não é somente chacota ou apelido constrangedor. É muitas vezes dotado de comportamento cruel e desumanizante, como perseguir a vítima, amedrontar, ameaçar, furtar ou estragar seus pertences, humilhar publicamente, atacar moral, sexual, física ou virtualmente. Geralmente, as vítimas são aqueles alunos tímidos, passivos, retraídos, inseguros, submissos, com dificuldades de socialização e de defesa, além de apresentarem em seu aspecto físico ou psicológico algo que os diferenciem dos demais.

E qual o perfil daquele que insistentemente zomba dos colegas?
São aqueles que se valem de sua força física ou habilidade psico-emocional para aterrorizar os mais fracos e indefesos. São prepotentes, arrogantes e estão sempre metidos em confusões e desentendimentos. Utilizam várias formas de maus-tratos para tornarem-se populares, dentre elas as zoações, os apelidos pejorativos, expressões de menosprezo e outras formas de ataques, inclusive os físicos. Podem ser alunos com grande capacidade de liderança e persuasão, que usam de suas habilidades para submeter outro(s) ao seu domínio.

Como as escolas podem prevenir ou mudar o quadro de bullying entre os alunos? Quais as opções?
É fundamental que as escolas desenvolvam ações ou programas antibullying e que os profissionais saibam encaminhar devidamente os casos. Caso contrário, aqueles que não receberam tratamento eficaz ou que não encontraram alternativas de superação, podem ser presa fácil de abusos em outros contextos, podendo comprometer vários aspectos de sua vida: acadêmico, familiar, afetivo, profissional e social. O fenômeno pode ser evitado e para isso é necessário o desenvolvimento de uma cultura de paz nas famílias, nas escolas, na sociedade. A criança precisa de modelos positivos de identificação, de adultos que ensinem e pratiquem a tolerância, a solidariedade, o respeito às diferenças, a compaixão.

E os pais, como podem perceber se o filho está praticando ou sendo vítima do fenômeno? O que devem fazer em ambos os casos?
Primeiramente, devemos alertar os pais para que não vejam os filhos somente como vítimas, o que é uma tendência quando se deparam com o tema. É preciso lembrar que muitas crianças na escola adotam comportamentos diferentes daqueles adotados em casa. Por isso, é importante que fiquem atentos a qualquer mudança comportamental, mesmo que lhes pareça insignificante. Alterações de humor, insônia, aspecto triste, deprimido, irritado, desculpas para faltar às aulas, desejo de mudança de escola sem justificativas convincentes, queda brusca no rendimento escolar, sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça e de estômago, tonturas, vômitos, diarréia, pouco antes de irem à escola, podem ser indícios de vitimização. Por outro lado, a adoção de condutas abusivas, desafiadoras, humilhantes, agressividade exacerbada, envolvimento freqüente em desentendimentos, expressão de sentimentos de superioridade, de intolerância e de desrespeito, são alguns sinais emitidos pelos praticantes de bullying. Em ambos os casos, o ideal é que os pais procurem a escola para trocas de informações e soluções conjuntas, não incentivando jamais o revide ou responsabilizando a criança por suas condutas. Vale ressaltar a importância dos bons exemplos, da participação e do acompanhamento na vida escolar e social dos filhos. O ideal é que façam parceria com a escola e encontrem soluções tanto para os filhos que são alvos, quanto para os autores de maus-tratos. Ambos necessitam de ajuda e muitas vezes de encaminhamento a outros profissionais, especialmente da área de Saúde. Porém, se a escola não tomar providências, devem procurar o Conselho Tutelar. Dependendo da gravidade do caso, a Delegacia de Polícia (nos casos de bullying virtual, lesão corporal, calúnia e difamação) para lavrar boletim de ocorrência.

O psicanalista e escritor Rubem Alves admitiu, em artigos e palestras, ter sido vítima de bullying quando criança. Como ele conheceu o seu trabalho e desde quando ele apóia sua pesquisa na mídia?
Rubem Alves é uma pessoa muito generosa e querida. Conseguiu sobreviver ao bullying em sua época escolar e transformou-se num fenômeno em talento e popularidade. Conheci o Rubem pela Verus Editora e me apaixonei por sua pessoa simples, porém profunda. Presenteei-o com o livro Fenômeno Bullying, então ele me disse que escreveria um artigo sobre o assunto e o fez. Ele divulga o tema desde quando conheceu o meu trabalho, cerca de três anos atrás.

Você acredita que, quanto mais as pessoas souberem do que se trata, menos esse tipo de comportamento pode acontecer?
Acredito que quanto mais pessoas estiverem falando com seriedade sobre o assunto, e quanto mais a mídia divulgá-lo, mais a sociedade estará consciente desse mal e de seus prejuízos. Dessa forma, quem sabe, as autoridades se comprometem e criam políticas públicas e investimentos em ações preventivas e tratamentos específicos.

Qual foi sua motivação para ter começado a estudar e divulgar este assunto?
Meu interesse se intensificou devido aos resultados obtidos nas pesquisas que realizei entre os anos de 2000 a 2003, na região de São José do Rio Preto e pelas tragédias ocorridas em diversos países, inclusive no Brasil, em Taiuva, Remanso, Recife, tendo como causa o bullying.

Há planos de publicar outras obras sobre este assunto?
Além de Fenômeno Bullying, o livro Bullying Escolar. Perguntas & Respostas deve ser publicado pela editora Artmed. Para meados de 2009, outro livro deve ser publicado pela editora Mercado de Letras.

Sobre a autora
Cleo Fante é pesquisadora, consultora educacional, vice-presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes) e autora do livro Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz, publicado pela Verus Editora.








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O lado moleca de Ana Paula Barrotte
Foto: Gilberto Jr.

Por onde passa em Rio Claro, Ana Paula Barrotte é reconhecida como Miss Brasil. Com 31 anos completos em 19 de outubro, a libriana conheceu vários países por conta de sua beleza. Aos 11 anos de idade, fez curso para ser modelo e começou a desfilar; participou e ganhou títulos em concursos como o Sex Appeal e Miss Rio Claro, além de ganhar em primeiro lugar o título de Miss Brasil Beleza Internacional, que aconteceu em Minas Gerais em 94. Já no concurso Miss Beleza Internacional, ocorrido no Japão também em 94, Ana Paula participou, mas quem levou o título foi a Miss Grécia.

Formada em Direito pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, Ana Paula trabalhou como advogada no Rio de Janeiro e em Petrópolis, cidades onde morou por mais de 10 anos. De volta a Rio Claro desde o carnaval de 2006, quando desfilou mais uma vez pela sua escola do coração, a Samuca, agora suas atenções estão voltadas ao seu novo negócio: o Felicità Eventos. Aqui ela conversa com a equipe do Guia Rio Claro e conta um pouco sobre seus projetos e pensamentos.

O que significou para você participar da capa do Drops, e mostrando a língua?
Eu adorei fazer a capa da revista Drops, justamente por ser um desafio novo na minha vida, já que nunca tinha feito uma foto mostrando a língua (risos).Achei a idéia muito criativa e diferente de tudo que já tinha feito. Todos estão acostumados a ver a Ana Paula como uma miss, com roupa e pose de miss, doce e delicada, agora tive a oportunidade de mostrar meu lado moleca. Acho que vai ser um choque, no sentido positivo da palavra!

Qual seu trabalho atualmente? O que você faz?
Estou trabalhando em parceria com minha mãe, que administra Buffet Bete Barrotte há 10 anos oferece vários tipos de serviços, como coquetéis, café da manhã, jantares, doces, bolos e salgados. Então montei o Felicità Eventos e organizo festas, casamentos, festa de 15 anos. Por exemplo, cuidei do casamento da Camila e do Marcelo Picka, fiz a sala vip do Caminhão da Caixa Econômica Federal, um coquetel para a Acirc e agora estou organizando três casamentos que acontecem entre outubro e janeiro.

Como é esse trabalho na Felicità Eventos?
Busco bons profissionais para o evento, apresento três opções de orçamentos, coordeno tudo, lista de convidados, recepção na festa e, se for casamento, cuido da noiva quase como uma babá. É preciso ser um pára raio, não preocupar os noivos ou a família. Mas deixo o casal à vontade, porque casamento é a realização de um sonho. E se precisar, até animar a festa eu animo!

Sobre seu aniversário, como é chegar aos 31?
Mexe, porque cada vez mais a gente fica distante dos 20 e perto dos 40. As pessoas sempre acham que eu sou mais nova, isso é legal. O que sei é que a juventude está na cabeça. Hoje eu me sinto melhor tanto com meu corpo quanto com a minha cabeça.

A beleza atrapalha ou ajuda?
Beleza às vezes ajuda, mas também atrapalha. As pessoas esquecem de enxergar a competência e a capacidade intelectual da pessoa. Para a mulher é pior ainda, porque, se exagerar na simpatia, pode ser mal interpretada. Mas se não fosse a beleza, eu não teria viajado e conhecido muitos países e culturas diferentes.

Você se considera uma Barbie Girl?
Sou vaidosa, mas eu acho que as outras pessoas me consideram assim até mais do que eu mesma. Eu não sigo moda, nem dieta, e também não faço exercícios. Quando eu ganhei o concurso de Miss, entrei em depressão. Havia pressão para estar sempre arrumada, as amizades eram confusas, porque eu não sabia se queriam conviver com a Ana Paula ou se estavam do meu lado pela popularidade. Chegou uma hora que eu comecei a esconder o título de Miss.

[O celular de Ana Paula toca, ela atende. O telefonema é um convite para participar de um comercial de TV em uma hora. Ela aceita o convite e a entrevista continua]

Como você lida com a inveja?
Eu acho triste para quem sente, porque é destrutivo e negativo. Devem ser pessoas sem capacidade de buscar seus sonhos, ou até mesmo capazes, mas acomodadas. Inveja positiva, que faz a pessoa mudar para melhor, é boa e natural do ser humano.

E com gente puxa-saco?
Ah! Gente puxa-saco não deveria existir, são falsas e forçam as situações. É um tipo de gente que incomoda.

Você tem religião?
Sou católica, mas já conheci igreja evangélica e outras também, não tenho preconceito. Às vezes vou à missa do Padre Jocelir, porque ele tem um carisma incrível, fala a língua do povo, diferente daqueles que decoram sermão. Comecei a ir por causa do meu irmão que acompanhava a namorada. Agora a família inteira vai, eu sou a que menos vai, mas é muito bonito e emocionante ver tanta gente cantando e orando junto, principalmente os jovens. Eu não concordo com muita coisa da igreja católica, mas acho que tudo o que nos leva a Deus é válido, porque o importante é ter fé.

Qual foi a maior ousadia da sua vida?
Eu acho que foi aceitar o desafio de participar de concursos de beleza, uma idéia da minha mãe, que sempre me incentivou e apoiou em tudo o que eu busco fazer. Aliás, quero dizer aqui que amo demais a minha mãe!

É verdade que você gosta de futebol? Para qual time você torce?
Comecei a torcer para o Corinthians por causa do meu pai e do meu avô, mas hoje sou corinthiana em qualquer lugar do planeta, é uma paixão sem explicação. Adoro futebol. Já participei de um programa na TV Opinião de Araras por nove meses e, além de discutir o assunto, também apresentava um programa esportivo. Acredito que o futebol feminino precisa de mais espaço, elas estão batendo um bolão.

Você usa a Internet?
Uso para pesquisar assuntos sobre cerimoniais e festas, que é minha dedicação agora. Gosto de me atualizar pela Internet, além de buscar lazer, navegar no Orkut e encontrar os amigos.

No perfil do seu Orkut tem uma frase assim: "não sou melhor nem pior, apenas diferente". O que seria essa diferença justificada no seu perfil?
É ser a Ana Paula, não seguir padrões apesar das cobranças. Não me acho nem melhor, nem pior, apenas faço o que tenho vontade.

O que significa amizade para você?
Quando é sincera, é a melhor coisa que você pode encontrar na vida. Para mim, duas pessoas que traduzem esse sentimento são a Soraia Sena, do Rio de Janeiro e a Rose Dias de Oliveira, de Petrópolis. Tenho também a minha mãe, com quem eu posso sempre contar. Ah! E também minha cachorrinha Brida, que é minha companheira de todas as horas.

Você tem tatuagem?
Tenho duas que fiz lá em Petrópolis. Uma rosa no pé e três estrelas na nuca.

O que significam?
A rosa é porque gosto de flores e plantas, e a rosa é a flor das flores. E as três estrelas representam as três marias. Quero fazer mais uma, mas ainda não defini o que vai ser.

As pessoas ainda têm preconceito com tatuagem?
Depois que eu fui para Petrópolis, eu pude ser mais eu, mais livre, não tinha muita cobrança. Até mesmo como advogada, uma vez levamos uma juíza para fazer tatuagem também. No Rio de Janeiro as pessoas são mais livres e às vezes sinto saudade da sensação de ser anônima.

Pensa que acabou? Confira nosso Ping-Pong com Ana Paula Barrotte:

Música: gosto de tudo um pouco, são fases, agora estou gostando das sertanejas.
Livro: gosto do Paulo Coelho, do Osho, daqueles que buscam melhorar o espírito, que sejam positivos.
Viagem: uma que fiz para Chicago, nos Estados Unidos. Foi em 97 e fiquei lá três meses.
Perfume: Light Blue - Dolce & Gabbana
Amor: o sentimento mais incrível que alguém pode sentir. Sou feliz por já ter encontrado o amor.
Casamento: quando eu casar, quero que seja para sempre.
Família: meu porto seguro, amo meus pais e meus dois irmãos.
Trabalho: realização.
Cinema: gosto das comédias românticas, dos nacionais e dos filmes de ação. Não gosto de filme de terror.
Fofoca: o assunto predileto de quem só sabe cuidar da vida alheia.
Tempo: ensinamento, cura e solução.
Felicidade: estar de bem consigo mesma e com as pessoas que realmente me importam.
Saudade: da minha infância e dos meus avós paternos, Mirtes e Irineu Barrotti, que estão olhando por mim lá do céu.

2007 - Matéria - Guia Rio Claro


Tumor genital pode causar amputação

Urologista de Rio Claro, dr. Geraldo Eduardo de Faria, explica como prevenir o tumor genital masculino

Apesar da facilidade na prevenção do câncer de pênis, o descaso com a saúde faz com que os homens descuidem da higiene. A maior dificuldade dos urologistas é a conscientização dos homens quanto à gravidade da doença e à necessidade da prevenção.

Dr. Geraldo Eduardo de Faria, urologista de Rio Claro, acredita que a prevenção com acompanhamento médico deve começar desde a adolescência e afirma que o descuido dos homens passa por um problema cultural e sócio-econômico. “Esta dificuldade passa também pelos costumes e crenças locais, que dificultam a realização de cirurgias para a correção de fimose, impedindo a exposição da glande e a limpeza adequada do pênis”, completa o urologista.

A partir da biópsia da lesão, geralmente a opção terapêutica é pela amputação total ou parcial do órgão. Informações do Data/SUS indicam que, nos últimos anos, o número de amputação do órgão aumentou cerca de 10% ao ano.

A causa principal da doença é a falta de higiene e os sintomas são: vermelhidão, coceira e feridas que não cicatrizam, além de secreção e mau cheiro.

“O câncer de pênis, quando não tratado na fase inicial, pode avançar para outros órgãos, principalmente os gânglios linfáticos da perna e do abdome. A prevenção da doença é muito simples: higiene adequada da glande e prepúcio do pênis com água e sabonete. Caso exista fimose que impeça a exposição da glande, o paciente deve ser submetido a postectomia, que é a cirurgia da fimose”, explica o médico.

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pênis representa 2% de todos os tumores dos brasileiros. Índia e países da África também são países com maior incidência deste tipo de doença e o maior número de ocorrências no Brasil acontece no Estado de São Paulo, com 24,26% dos tumores, seguido pelo Ceará, com 12,87%.