terça-feira, 29 de abril de 2008

2008 - Divulgação: Café Capitu - Rio Claro

release
Aquiles Faneco - Quinta no Café Capitu

Nesta quinta-feira (17 de abril), a partir das 21h, o guitarrista Aquiles Faneco apresenta seu Pocket Show no Café Capitu.

Com um repertório requintado e composto por música instrumental, o guitarrista passeia pelo jazz, blues, pop e música brasileira, com interpretação sofisticada e improvisação enérgica!

Neste trabalho, Aquiles mostra suas influências destiladas em temas de Miles Davis, Tom Jobim, B.B. King, John Scofield, James Brown, The Police, entre outros. A guitarra é protagonista, voz principal da performance.

Venha conferir e aproveite para degustar o que há de melhor!

O artista


Músico profissional há 20 anos, Aquiles Faneco estudou no GIT (Guitar Intitute of Technology) em Los Angeles. Tocou ao lado de músicos como Arthur Maia, Cláudio Zolli, Banda Rio Soul, Duda, Os 4 Manos, Wonderful One, John Secada, Ted Falcon, Phil de Greg, Christian Gálvez,Tomas Walsh, Bruno Medina, Rafael dos Santos, Marcos Cavalcante, Eduardo Gomes e outros.

Apresentou-se em casas, teatros e bares no Brasil e exterior como Bourbon Street, Mistura Fina, Ao Vivo, Hipódromo Up, circuito de SESCs, Ópera Museum, Ballromm, Chevrolet Hall etc.

Em 1999 lançou o Cd autoral “Músicas de Guitarra”, o qual recebeu vários elogios nas matérias publicadas em revistas especializadas como Guitar Player, Guitar Class, Cover Guitarra e The Pacific Time Jornal de San Francisco.

Atua na área fonográfica como guitarrista, arranjador e produtor, participando da gravação de mais de 20 Cds, dentre eles “Temporaneo” do pianista Marcelo Onofri, concorrendo ao Prêmio Visa.

Leciona guitarra desde 1988 e atualmente é diretor pedagógico da EM&T - Escola de Música e Tecnologia em Campinas, com 5 prêmios internacionais de qualidade. Acompanha o cantor Altemar Dutra Jr. em shows por todo Brasil e exterior.

Está em fase de produção do seu segundo Cd com lançamento previsto para o segundo semestre de 2008. Este novo trabalho tem uma roupagem moderna e descontraída, que mistura elementos do jazz, blues, funk e do pop com muita brasilidade na maneira de tocar. A inventividade melódica e a profusão rítmica são características marcantes das novas composições e arranjos.


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Café Capitu
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Endereço: rua 5, nº 1208, entre avs. 2 e 4 - Centro - Rio Claro/SP
Faça sua reserva: 19. 3523-1478
E-mail:
cafecapitu@hotmail.com

Conheça a história e o cardápio do Café Capitu: http://cafecapitu.blogspot.com/

Comunidade do Café Capitu no orkut:
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Perfil - Café Capitu:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4110751114251222096



Amigos brindam no Café Capitu!




Mídia espontânea:
TV Claret
Guia Rio Claro
Jornal Cidade
Canal Rio Claro

2007-2008 - TRW em Foco





"Líder global em segurança ativa e passiva para veículos, a TRW Automotive Ltda. está entre as empresas líderes do segmento de autopeças no Brasil, fornecedora das principais montadoras instaladas no país, além de atuar no mercado de reposição e de exportação. A TRW oferece ao mercado uma linha completa de produtos que inclui sistemas de freio, ABS, direção e suspensão, cintos de segurança, volantes de direção, airbags, válvulas de motores, componentes eletrônicos, sistemas de fixação, módulos de suspensão dianteira e traseira e fluido de freio. A marca TRW participa do desenvolvimento de avançados projetos da indústria automobilística e está presente na maioria dos veículos brasileiros. Com matriz na cidade de Limeira (SP), a TRW Automotive Ltda. faturou R$ 1,2 bilhão em 2006 e emprega cerca de 4.700 pessoas em seis unidades industriais e duas joint ventures"





Função:
Elaboração de pautas, entrevistas, fotos, textos e revisão gramatical para a revista institucional TRW em Foco. Incluindo visitas nas seis plantas brasileiras: Limeira, Santo André, Diadema, Engenheiro Coelho, Três Corações e Lavras.



2008 - Revista Drops


Foto: Gilberto Junior

Sadismo escolar: um fenômeno universal
Para muitos estudantes que mudam de escola, ou simplesmente voltam às aulas, esta época do ano representa um grande desafio: ao chegarem em uma classe, onde as panelinhas já estão formadas, alguns não conseguem se enturmar.

Os tímidos ou aqueles que possuem características diferentes dos demais podem ter ainda mais dificuldades. Isolados e ridicularizados por suas características pessoais, se tornam mais vulneráveis e passam a ser o alvo predileto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente.

Estes são vítimas do bullying*, termo de origem inglesa utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados por um indivíduo (bully), ou grupo de indivíduos, com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender.

Maria Teresa Volpato Dias, psicóloga e mestre em educação, explica que este fenômeno muitas vezes é tratado com indiferença pelos adultos, que ignoram o sofrimento diário do estudante, o que pode agravar a timidez e o medo, piorando o desempenho nos estudos.

“Os filhos precisam se abrir com os pais, e estes devem estar dispostos a ouvi-los. Também é necessário entrar em contato com a escola e se informar sobre o comportamento do estudante. A violência precisa ser eliminada e dar lugar à disciplina, atenção, diálogo e respeito. É importante que cada escola busque seu próprio programa antibullying”, ressalta Maria Teresa.

Exemplos de bullying não faltam, já que todo mundo tem que lidar com a difícil arte da convivência social; e raros são os corajosos que admitem o fato, como aconteceu com o psicanalista e escritor Rubem Alves, que foi vitima de bullying quando criança e hoje é um dos profissionais que mais colaboram com a divulgação deste fenômeno.

Para saber mais sobre este comportamento tão comum e nocivo duas fontes são os sites da Abrapia, com o Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes, realizado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância e a Adolescência (Abrapia), com patrocínio da Petrobras, e o Observatório da Infância.

Livros para mais informações:
Bullying - Estratégias de sobrevivência para crianças e adolescente, de Beaudoin e Taylor - Editora Artmed - Bookman Bullying e Desrespeito: como acabar com essa cultura na escola, de Beaudoin e Taylor - Editora Artmed Fenômeno Bullying, de Cleo Fante - Editora Verus

*A palavra bully significa, em inglês, valentão, o autor das agressões. A vítima, ou alvo, é a que sofre os efeitos delas. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

2007/2008 - Entrevistas - Guia Rio Claro


Cleo Fante
Foto: Christiano Mazzola


Bullying: o que é isso?
Cleo Fante traz detalhes sobre bullying

Assunto cada vez mais pesquisado e debatido entre educadores, o bullying escolar é objeto de estudo de Cleo Fante desde 2000, quando conheceu o tema na Universidade de Ilhas Baleares, na Espanha.

Em entrevista para o Guia Rio Claro, a pesquisadora alerta sobre as causas e conseqüências deste fenômeno tão comum e prejudicial ao desenvolvimento social do indivíduo.

O que é o fenômeno bullying?
É uma forma de violência que resulta em sérios prejuízos não somente ao ambiente escolar, mas à sociedade, através das atitudes de seus membros. As relações desestruturadas por meio de condutas abusivas e intimidatórias incidem na formação de valores e na formação do caráter, o que refletirá na vida do indivíduo, no campo pessoal, profissional, familiar e social. É uma dinâmica psicossocial expansiva que envolve um número cada vez maior de crianças e adolescentes, meninos e meninas, à medida que muitas vítimas reproduzem a vitimização contra outro(s).

Desde quando existe este fenômeno?
O bullying sempre existiu, porém, somente há pouco mais de três décadas é que se tornou assunto estudado, com parâmetros científicos. Apesar de ser antigo, o que nos preocupa é seu crescimento e envolvimento de crianças em tenra idade escolar. O fenômeno se intensifica e se agrava na medida em que muitos daqueles que presenciam os ataques dos valentões (bullies) e a impunidade de suas ações, acabam por adotar atitudes semelhantes ou ainda mais perversas e cruéis. Os casos crônicos colaboram com os elevados índices de violência e criminalidade que envolve nossa juventude – já que muitos não suportam o grau de sofrimento que lhes são imputados e acabam por cometer assassinatos e suicídios dentro e fora da escola.

Onde e quando este fenômeno começou a ser observado e estudado? O que significa bullying?
Começou a ser estudado cientificamente a partir dos anos 70, na Suécia e nos anos 80, na Noruega, em decorrência do aumento dos índices de suicídios entre os estudantes. No Brasil, as pesquisas e estudos são recentes, motivo pelo qual há urgência em conscientizar nossa sociedade sobre o fenômeno e seus prejuízos. O bullying é um termo utilizado na literatura psicológica anglo-saxônica para designar comportamentos agressivos e anti-sociais. “Bully” pode ser traduzido como “valentão”, “tirano”, “brigão”. Enquanto verbo, “Bullying”, significa “tiranizar”, “amedrontar”, “brutalizar”, 'oprimir'. Universalmente, o termo é conceituado como sendo um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima.

Como identificar se o que está acontecendo com algum aluno se caracteriza como fenômeno bullying ou se é apenas briga comum entre colegas?
Existem critérios para identificar as condutas bullying e diferenciá-las de outras formas de violência e das “brincadeiras” próprias da idade. Esses critérios foram estabelecidos pelo renomado pesquisador norueguês Dan Olweus, pioneiro nos estudos da temática. Portanto, o bullying é caracterizado por ações repetitivas contra uma mesma vítima, num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima; e ausência de motivos que justifiquem os ataques. É necessário levar em consideração os sentimentos negativos mobilizados e as seqüelas emocionais, vivenciados pelas vítimas de bullying.

Por que as crianças são cruéis e agressivas entre si? Por que esse tipo de comportamento acontece?
São inúmeras as causas desse comportamento, desde a carência afetiva, a ausência de limites, a permissividade familiar e escolar, a exposição às inúmeras cenas de violência exibidas na mídia, nos jogos, nos filmes, a ausência de modelos educativos capazes de nortear a vida dos jovens, a certeza da impunidade, o incentivo à competitividade, o individualismo, o egoísmo, a falta de políticas públicas e investimentos para conter a violência nas escolas, a sociedade consumista sem valores solidários, dentre outros.

Como a “vítima” pode se defender?
É importante frisar que uma das características do bullying é o desequilíbrio de poder. Portanto, para a vítima não é fácil se defender, se assim o fosse não haveria vitimização. Ante o primeiro ataque, a suposta vítima já daria um basta à situação e, nesse caso, seria uma ação pontual e não bullying. A dificuldade está na defesa, uma vez que o agressor respaldado em sua força física ou psicológica, ou ainda com o apoio ou participação do grupo, persiste nos ataques que se tornam cada vez mais freqüentes e cruéis. A vítima aos poucos é excluída do convívio social, o que aumenta ainda mais o seu sofrimento. Orientamos para que a vítima não sofra em silêncio, que busque auxílio junto a um colega, professor ou familiar.

Mesmo sem muitas chances de defesa, como agir a partir do momento em que o bullying se concretiza?
Algumas vítimas se defendem encontrando caminhos alternativos, se dedicando aos estudos, aos esportes, às artes, à profissão, à solidariedade. Outras aprendem a se defender com a ajuda de profissionais da psicologia. Outras encontram no sofrimento o poder da resiliência. Outras, para se defender, atacam.

Quais os aspectos negativos do fenômeno para a “vítima”? Como isto pode repercutir no presente e no futuro da pessoa?
A vítima experimenta sentimentos negativos que podem comprometer seu desenvolvimento socioeducacional. No processo educacional pode repercutir na queda do rendimento escolar, desinteresse pelos estudos, déficit de concentração e de aprendizagem. Absentismo, reprovação e evasão escolar. No processo de socialização, por estar comprometida sua auto-estima, a vítima vai se fechando para novos relacionamentos, dificultando a integração social. Muitas vítimas não superam essa dificuldade no decorrer do seu desenvolvimento acadêmico e se tornam adultos com probabilidades de comportamentos depressivos ou compulsivos. Tendem a apresentar dificuldades na vida sentimental, por não confiarem nos parceiros. No local de trabalho, podem apresentar dificuldade de expressão, de falar em público e de liderança, déficit de concentração, insegurança, dificuldade de resolução de conflitos, de tomada de decisões e iniciativas. Quanto à educação dos filhos, projetam sobre eles seus medos, desconfianças e inseguranças, tornando-se superprotetores em muitos casos. Na saúde, promovem queda da resistência imunológica e sintomas psicossomáticos diversificados, como cefaléia, tonturas, náuseas, ânsia de vômito, dores epigástricas, diarréia, enurese, sudorese, febre, taquicardia, tensão e dores musculares, excesso de sono ou insônia, pesadelos, perda ou aumento do apetite, dores generalizadas, dentre outras. Podem surgir doenças de causas psicossomáticas, como gastrite, úlcera, colite, bulimia, anorexia, herpes, rinite, alergias, problemas respiratórios, obesidade, além do comprometimento de órgãos e sistemas.

Quais os perfis mais escolhidos para ser motivo de chacota da turma?
Devemos esclarecer, primeiramente, que o bullying não é somente chacota ou apelido constrangedor. É muitas vezes dotado de comportamento cruel e desumanizante, como perseguir a vítima, amedrontar, ameaçar, furtar ou estragar seus pertences, humilhar publicamente, atacar moral, sexual, física ou virtualmente. Geralmente, as vítimas são aqueles alunos tímidos, passivos, retraídos, inseguros, submissos, com dificuldades de socialização e de defesa, além de apresentarem em seu aspecto físico ou psicológico algo que os diferenciem dos demais.

E qual o perfil daquele que insistentemente zomba dos colegas?
São aqueles que se valem de sua força física ou habilidade psico-emocional para aterrorizar os mais fracos e indefesos. São prepotentes, arrogantes e estão sempre metidos em confusões e desentendimentos. Utilizam várias formas de maus-tratos para tornarem-se populares, dentre elas as zoações, os apelidos pejorativos, expressões de menosprezo e outras formas de ataques, inclusive os físicos. Podem ser alunos com grande capacidade de liderança e persuasão, que usam de suas habilidades para submeter outro(s) ao seu domínio.

Como as escolas podem prevenir ou mudar o quadro de bullying entre os alunos? Quais as opções?
É fundamental que as escolas desenvolvam ações ou programas antibullying e que os profissionais saibam encaminhar devidamente os casos. Caso contrário, aqueles que não receberam tratamento eficaz ou que não encontraram alternativas de superação, podem ser presa fácil de abusos em outros contextos, podendo comprometer vários aspectos de sua vida: acadêmico, familiar, afetivo, profissional e social. O fenômeno pode ser evitado e para isso é necessário o desenvolvimento de uma cultura de paz nas famílias, nas escolas, na sociedade. A criança precisa de modelos positivos de identificação, de adultos que ensinem e pratiquem a tolerância, a solidariedade, o respeito às diferenças, a compaixão.

E os pais, como podem perceber se o filho está praticando ou sendo vítima do fenômeno? O que devem fazer em ambos os casos?
Primeiramente, devemos alertar os pais para que não vejam os filhos somente como vítimas, o que é uma tendência quando se deparam com o tema. É preciso lembrar que muitas crianças na escola adotam comportamentos diferentes daqueles adotados em casa. Por isso, é importante que fiquem atentos a qualquer mudança comportamental, mesmo que lhes pareça insignificante. Alterações de humor, insônia, aspecto triste, deprimido, irritado, desculpas para faltar às aulas, desejo de mudança de escola sem justificativas convincentes, queda brusca no rendimento escolar, sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça e de estômago, tonturas, vômitos, diarréia, pouco antes de irem à escola, podem ser indícios de vitimização. Por outro lado, a adoção de condutas abusivas, desafiadoras, humilhantes, agressividade exacerbada, envolvimento freqüente em desentendimentos, expressão de sentimentos de superioridade, de intolerância e de desrespeito, são alguns sinais emitidos pelos praticantes de bullying. Em ambos os casos, o ideal é que os pais procurem a escola para trocas de informações e soluções conjuntas, não incentivando jamais o revide ou responsabilizando a criança por suas condutas. Vale ressaltar a importância dos bons exemplos, da participação e do acompanhamento na vida escolar e social dos filhos. O ideal é que façam parceria com a escola e encontrem soluções tanto para os filhos que são alvos, quanto para os autores de maus-tratos. Ambos necessitam de ajuda e muitas vezes de encaminhamento a outros profissionais, especialmente da área de Saúde. Porém, se a escola não tomar providências, devem procurar o Conselho Tutelar. Dependendo da gravidade do caso, a Delegacia de Polícia (nos casos de bullying virtual, lesão corporal, calúnia e difamação) para lavrar boletim de ocorrência.

O psicanalista e escritor Rubem Alves admitiu, em artigos e palestras, ter sido vítima de bullying quando criança. Como ele conheceu o seu trabalho e desde quando ele apóia sua pesquisa na mídia?
Rubem Alves é uma pessoa muito generosa e querida. Conseguiu sobreviver ao bullying em sua época escolar e transformou-se num fenômeno em talento e popularidade. Conheci o Rubem pela Verus Editora e me apaixonei por sua pessoa simples, porém profunda. Presenteei-o com o livro Fenômeno Bullying, então ele me disse que escreveria um artigo sobre o assunto e o fez. Ele divulga o tema desde quando conheceu o meu trabalho, cerca de três anos atrás.

Você acredita que, quanto mais as pessoas souberem do que se trata, menos esse tipo de comportamento pode acontecer?
Acredito que quanto mais pessoas estiverem falando com seriedade sobre o assunto, e quanto mais a mídia divulgá-lo, mais a sociedade estará consciente desse mal e de seus prejuízos. Dessa forma, quem sabe, as autoridades se comprometem e criam políticas públicas e investimentos em ações preventivas e tratamentos específicos.

Qual foi sua motivação para ter começado a estudar e divulgar este assunto?
Meu interesse se intensificou devido aos resultados obtidos nas pesquisas que realizei entre os anos de 2000 a 2003, na região de São José do Rio Preto e pelas tragédias ocorridas em diversos países, inclusive no Brasil, em Taiuva, Remanso, Recife, tendo como causa o bullying.

Há planos de publicar outras obras sobre este assunto?
Além de Fenômeno Bullying, o livro Bullying Escolar. Perguntas & Respostas deve ser publicado pela editora Artmed. Para meados de 2009, outro livro deve ser publicado pela editora Mercado de Letras.

Sobre a autora
Cleo Fante é pesquisadora, consultora educacional, vice-presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes) e autora do livro Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz, publicado pela Verus Editora.








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O lado moleca de Ana Paula Barrotte
Foto: Gilberto Jr.

Por onde passa em Rio Claro, Ana Paula Barrotte é reconhecida como Miss Brasil. Com 31 anos completos em 19 de outubro, a libriana conheceu vários países por conta de sua beleza. Aos 11 anos de idade, fez curso para ser modelo e começou a desfilar; participou e ganhou títulos em concursos como o Sex Appeal e Miss Rio Claro, além de ganhar em primeiro lugar o título de Miss Brasil Beleza Internacional, que aconteceu em Minas Gerais em 94. Já no concurso Miss Beleza Internacional, ocorrido no Japão também em 94, Ana Paula participou, mas quem levou o título foi a Miss Grécia.

Formada em Direito pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, Ana Paula trabalhou como advogada no Rio de Janeiro e em Petrópolis, cidades onde morou por mais de 10 anos. De volta a Rio Claro desde o carnaval de 2006, quando desfilou mais uma vez pela sua escola do coração, a Samuca, agora suas atenções estão voltadas ao seu novo negócio: o Felicità Eventos. Aqui ela conversa com a equipe do Guia Rio Claro e conta um pouco sobre seus projetos e pensamentos.

O que significou para você participar da capa do Drops, e mostrando a língua?
Eu adorei fazer a capa da revista Drops, justamente por ser um desafio novo na minha vida, já que nunca tinha feito uma foto mostrando a língua (risos).Achei a idéia muito criativa e diferente de tudo que já tinha feito. Todos estão acostumados a ver a Ana Paula como uma miss, com roupa e pose de miss, doce e delicada, agora tive a oportunidade de mostrar meu lado moleca. Acho que vai ser um choque, no sentido positivo da palavra!

Qual seu trabalho atualmente? O que você faz?
Estou trabalhando em parceria com minha mãe, que administra Buffet Bete Barrotte há 10 anos oferece vários tipos de serviços, como coquetéis, café da manhã, jantares, doces, bolos e salgados. Então montei o Felicità Eventos e organizo festas, casamentos, festa de 15 anos. Por exemplo, cuidei do casamento da Camila e do Marcelo Picka, fiz a sala vip do Caminhão da Caixa Econômica Federal, um coquetel para a Acirc e agora estou organizando três casamentos que acontecem entre outubro e janeiro.

Como é esse trabalho na Felicità Eventos?
Busco bons profissionais para o evento, apresento três opções de orçamentos, coordeno tudo, lista de convidados, recepção na festa e, se for casamento, cuido da noiva quase como uma babá. É preciso ser um pára raio, não preocupar os noivos ou a família. Mas deixo o casal à vontade, porque casamento é a realização de um sonho. E se precisar, até animar a festa eu animo!

Sobre seu aniversário, como é chegar aos 31?
Mexe, porque cada vez mais a gente fica distante dos 20 e perto dos 40. As pessoas sempre acham que eu sou mais nova, isso é legal. O que sei é que a juventude está na cabeça. Hoje eu me sinto melhor tanto com meu corpo quanto com a minha cabeça.

A beleza atrapalha ou ajuda?
Beleza às vezes ajuda, mas também atrapalha. As pessoas esquecem de enxergar a competência e a capacidade intelectual da pessoa. Para a mulher é pior ainda, porque, se exagerar na simpatia, pode ser mal interpretada. Mas se não fosse a beleza, eu não teria viajado e conhecido muitos países e culturas diferentes.

Você se considera uma Barbie Girl?
Sou vaidosa, mas eu acho que as outras pessoas me consideram assim até mais do que eu mesma. Eu não sigo moda, nem dieta, e também não faço exercícios. Quando eu ganhei o concurso de Miss, entrei em depressão. Havia pressão para estar sempre arrumada, as amizades eram confusas, porque eu não sabia se queriam conviver com a Ana Paula ou se estavam do meu lado pela popularidade. Chegou uma hora que eu comecei a esconder o título de Miss.

[O celular de Ana Paula toca, ela atende. O telefonema é um convite para participar de um comercial de TV em uma hora. Ela aceita o convite e a entrevista continua]

Como você lida com a inveja?
Eu acho triste para quem sente, porque é destrutivo e negativo. Devem ser pessoas sem capacidade de buscar seus sonhos, ou até mesmo capazes, mas acomodadas. Inveja positiva, que faz a pessoa mudar para melhor, é boa e natural do ser humano.

E com gente puxa-saco?
Ah! Gente puxa-saco não deveria existir, são falsas e forçam as situações. É um tipo de gente que incomoda.

Você tem religião?
Sou católica, mas já conheci igreja evangélica e outras também, não tenho preconceito. Às vezes vou à missa do Padre Jocelir, porque ele tem um carisma incrível, fala a língua do povo, diferente daqueles que decoram sermão. Comecei a ir por causa do meu irmão que acompanhava a namorada. Agora a família inteira vai, eu sou a que menos vai, mas é muito bonito e emocionante ver tanta gente cantando e orando junto, principalmente os jovens. Eu não concordo com muita coisa da igreja católica, mas acho que tudo o que nos leva a Deus é válido, porque o importante é ter fé.

Qual foi a maior ousadia da sua vida?
Eu acho que foi aceitar o desafio de participar de concursos de beleza, uma idéia da minha mãe, que sempre me incentivou e apoiou em tudo o que eu busco fazer. Aliás, quero dizer aqui que amo demais a minha mãe!

É verdade que você gosta de futebol? Para qual time você torce?
Comecei a torcer para o Corinthians por causa do meu pai e do meu avô, mas hoje sou corinthiana em qualquer lugar do planeta, é uma paixão sem explicação. Adoro futebol. Já participei de um programa na TV Opinião de Araras por nove meses e, além de discutir o assunto, também apresentava um programa esportivo. Acredito que o futebol feminino precisa de mais espaço, elas estão batendo um bolão.

Você usa a Internet?
Uso para pesquisar assuntos sobre cerimoniais e festas, que é minha dedicação agora. Gosto de me atualizar pela Internet, além de buscar lazer, navegar no Orkut e encontrar os amigos.

No perfil do seu Orkut tem uma frase assim: "não sou melhor nem pior, apenas diferente". O que seria essa diferença justificada no seu perfil?
É ser a Ana Paula, não seguir padrões apesar das cobranças. Não me acho nem melhor, nem pior, apenas faço o que tenho vontade.

O que significa amizade para você?
Quando é sincera, é a melhor coisa que você pode encontrar na vida. Para mim, duas pessoas que traduzem esse sentimento são a Soraia Sena, do Rio de Janeiro e a Rose Dias de Oliveira, de Petrópolis. Tenho também a minha mãe, com quem eu posso sempre contar. Ah! E também minha cachorrinha Brida, que é minha companheira de todas as horas.

Você tem tatuagem?
Tenho duas que fiz lá em Petrópolis. Uma rosa no pé e três estrelas na nuca.

O que significam?
A rosa é porque gosto de flores e plantas, e a rosa é a flor das flores. E as três estrelas representam as três marias. Quero fazer mais uma, mas ainda não defini o que vai ser.

As pessoas ainda têm preconceito com tatuagem?
Depois que eu fui para Petrópolis, eu pude ser mais eu, mais livre, não tinha muita cobrança. Até mesmo como advogada, uma vez levamos uma juíza para fazer tatuagem também. No Rio de Janeiro as pessoas são mais livres e às vezes sinto saudade da sensação de ser anônima.

Pensa que acabou? Confira nosso Ping-Pong com Ana Paula Barrotte:

Música: gosto de tudo um pouco, são fases, agora estou gostando das sertanejas.
Livro: gosto do Paulo Coelho, do Osho, daqueles que buscam melhorar o espírito, que sejam positivos.
Viagem: uma que fiz para Chicago, nos Estados Unidos. Foi em 97 e fiquei lá três meses.
Perfume: Light Blue - Dolce & Gabbana
Amor: o sentimento mais incrível que alguém pode sentir. Sou feliz por já ter encontrado o amor.
Casamento: quando eu casar, quero que seja para sempre.
Família: meu porto seguro, amo meus pais e meus dois irmãos.
Trabalho: realização.
Cinema: gosto das comédias românticas, dos nacionais e dos filmes de ação. Não gosto de filme de terror.
Fofoca: o assunto predileto de quem só sabe cuidar da vida alheia.
Tempo: ensinamento, cura e solução.
Felicidade: estar de bem consigo mesma e com as pessoas que realmente me importam.
Saudade: da minha infância e dos meus avós paternos, Mirtes e Irineu Barrotti, que estão olhando por mim lá do céu.

2007 - Matéria - Guia Rio Claro


Tumor genital pode causar amputação

Urologista de Rio Claro, dr. Geraldo Eduardo de Faria, explica como prevenir o tumor genital masculino

Apesar da facilidade na prevenção do câncer de pênis, o descaso com a saúde faz com que os homens descuidem da higiene. A maior dificuldade dos urologistas é a conscientização dos homens quanto à gravidade da doença e à necessidade da prevenção.

Dr. Geraldo Eduardo de Faria, urologista de Rio Claro, acredita que a prevenção com acompanhamento médico deve começar desde a adolescência e afirma que o descuido dos homens passa por um problema cultural e sócio-econômico. “Esta dificuldade passa também pelos costumes e crenças locais, que dificultam a realização de cirurgias para a correção de fimose, impedindo a exposição da glande e a limpeza adequada do pênis”, completa o urologista.

A partir da biópsia da lesão, geralmente a opção terapêutica é pela amputação total ou parcial do órgão. Informações do Data/SUS indicam que, nos últimos anos, o número de amputação do órgão aumentou cerca de 10% ao ano.

A causa principal da doença é a falta de higiene e os sintomas são: vermelhidão, coceira e feridas que não cicatrizam, além de secreção e mau cheiro.

“O câncer de pênis, quando não tratado na fase inicial, pode avançar para outros órgãos, principalmente os gânglios linfáticos da perna e do abdome. A prevenção da doença é muito simples: higiene adequada da glande e prepúcio do pênis com água e sabonete. Caso exista fimose que impeça a exposição da glande, o paciente deve ser submetido a postectomia, que é a cirurgia da fimose”, explica o médico.

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pênis representa 2% de todos os tumores dos brasileiros. Índia e países da África também são países com maior incidência deste tipo de doença e o maior número de ocorrências no Brasil acontece no Estado de São Paulo, com 24,26% dos tumores, seguido pelo Ceará, com 12,87%.

2007-2008 - Informe Publicitário - Guia Rio Claro

Acupuntura para a beleza



A acupuntura, ramo da medicina chinesa tradicional que consiste em introduzir agulhas metálicas em pontos precisos do corpo de um paciente, pode tratar e curar diversos tipos de males e até mesmo ajudar na busca por um corpo mais bonito.

Ao aplicar as agulhas, de maneira indolor e segura, ao longo de pontos que são repletos de terminações nervosas, substâncias naturais como endorfina, serotonina e encefalina são liberadas pelo organismo. “Tais substâncias são responsáveis pela redução da dor e equilibram o fluxo energético”, explica Jairo Assunção, terapeuta acupunturista de Rio Claro há cerca de 10 anos.

Sem dor, toda pessoa sente mais disposição para viver seu cotidiano de forma prazerosa e dinâmica. Além de poder eliminar a dor, a acupuntura aumenta a circulação e a absorção de nutrientes, eliminando toxinas e ativando a produção de colágeno e elastina.

Outro benefício da acupuntura é a boa qualidade do sono! Menos ansiedade e melhor funcionamento dos órgãos internos resultam em pele, cabelos, unhas e auto-estima saudáveis.

Para o tratamento estético, substâncias naturais e aparelhos modernos como soft-laser, eletro-estimulador e ultra-som são utilizados para buscar resultados satisfatórios.

Confira alguns dos males que a acupuntura pode tratar:
Dores no corpo (enxaqueca, dores nas costas), ansiedade, depressão, hipertensão, acne, impotência, insônia, má digestão, obesidade adulta, obesidade infantil e muitos outros.

Esteticamente, a acupuntura pode trazer:
Rejuvenescimento facial, melhor circulação sangüínea, diminuição da gordura localizada, celulite e estrias.

Abril 2007 - Web.Magazine - Pioneer

EM RIO CLARO, UMA FLORESTA ENCANTADA!



Foto: Rodrigo Melleiro

Mais conhecido como Horto Florestal, a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, localizada em Rio Claro, no Estado de São Paulo, é um lugar repleto de história, mas não oferece estrutura aos visitantes.


De acordo com o presidente da Associação Amigos do Horto Florestal Edmundo Navarro de Andrade, Osmar Ribeiro, essa história foi bem diferente no passado. “Por volta de 1950, o Centro de Convivência do Horto tinha bailes, cinema, salas de aula, mas depois da privatização da Fepasa, a decadência teve início e hoje os visitantes não têm nem água para beber”.

A Associação, que possui 14 membros, conta com a colaboração de cerca de 100 associados que pagam mensalmente cinco reais. Isso mesmo: cinco reais. Ribeiro explica que tudo o que é feito com esse dinheiro tem nota fiscal e é registrado em cartório: “nossa colaboração é extremamente séria”.

Conforme Ribeiro, das 18 florestas que pertenciam a Companhia Paulista (antiga Fepasa), hoje resta apenas a de Rio Claro. Com 2230 equitares, a Floresta já teve mais de três mil equitares, mas com o crescimento da cidade, a partir da década de 20, o espaço foi destinado à formação de bairros: atualmente são oito quilômetros de floresta em contato com a malha urbana e o que se vê nessas áreas é desrespeito, lixo, descuido e invasão.

Poucos se preocupam e fazem dessa vizinha tão especial um pedaço de jardim bem cuidado e limpo.Considerada o berço do eucalipto no Brasil, o Horto abriga uma coleção com mais de 60 espécies diferentes fora de seu local de origem, que é a Austrália.

Para ter uma idéia de sua grandiosidade, no decreto de criação estão registrados 198 imóveis, sendo que muitos foram habitados pelos funcionários da antiga Fepasa. Há também o Museu do Eucalipto; a Casa da Madeira; o Jardim das Palmeiras; o Viveiro de Mudas; a Capela Santo Antônio dos Eucaliptos com capacidade para receber 150 pessoas sentadas, mas sem padre para rezar missa; o Jardim das Esculturas; o Barramento do Ibitinga; o Córrego Santo Antônio e o Ribeirão Claro, que corta a floresta com água já poluída.

Existe muito mais dentro da Floresta, mas quando há visitantes, eles precisam ir ao shopping, que fica próximo, para beber água.

O Horto também têm fãs pela Internet: na comunidade do Orkut são quase 300 membros e a descrição pode dar uma idéia dos apaixonados pelo local: “Para todos que já brincaram, namoraram, ficaram, mataram aula, nadaram, andaram, correram, beberam e etc... no Horto, agora Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade. Para quem não sabe, fica em Rio Claro – SP”.

Monalisa Bonatti, que nasceu em Rio Claro e por muito tempo morou na cidade, afirma que o lugar é realmente especial: “Vou ao Horto desde que me conheço por gente, sempre foi um passeio de domingo para mim e para meus tios, mas não visito o local desde 1992, que foi quando me mudei para Campinas”. Ela recorda seus domingos inteiros passados na Floresta, seus pic-nics e brincadeiras: “lembro de escorregar nas folhas de palmeiras imperiais até o lago; havia um corredor de árvores com o caule branco, também lembro muito dessa imagem, além do museu”. Monalisa afirma que Rio Claro precisa preservar esse espaço verde com tanta história. “Um local onde a população possa interagir com a natureza e relaxar!”.

Navarro de Andrade

Em junho de 2002, o Horto Florestal da cidade de Rio Claro passou a se chamar Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade. A Floresta surgiu no começo do século passado e foi originada da junção de três fazendas: Santa Gertrudes, Santo Antônio e Cachoeirinha, além de muito trabalho por parte de Edmundo Navarro de Andrade.Nascido em São Paulo, em 1881, Navarro de Andrade foi um Engenheiro Agrônomo formado em 1903 pela Escola Nacional de Agricultura de Coimbra, Portugal.

Por intermédio de sua madrinha, Veridiana Prado, em 1903 foi indicado para trabalhar na Companhia Paulista, onde ficou responsável pela pesquisa para identificar uma espécie arbórea capaz de abastecer de lenha rapidamente a ferrovia. A planta descoberta seria plantada em larga escala.Após cinco anos de pesquisa, Navarro de Andrade chegou à conclusão de que a espécie ‘eucaliptus’, de origem Australiana, apresentou os melhores resultados comparativos.Quando o eucalipto foi trazido para o Brasil, não se pensava na possibilidade de usá-la para papel, celulose, lenha, pois era basicamente usada para fins medicinais.

A partir do trabalho de Navarro é que começou a se pensar no eucalipto para dar suporte à produção florestal no Brasil. Segundo a literatura, existem mais de 600 espécies. Para Rio Claro, Navarro trouxe 144, mas nem todas vingaram: das 144 espécies, ficaram aproximadamente 60 tipos de eucalipto, fora os híbridos, ou seja, as árvores que se originam do cruzamento de espécies diferentes.

Existem plantas nativas, mas a quase totalidade é eucalipto.Navarro de Andrade foi um cientista mundialmente conhecido, publicou mais de uma dezena de livros, o que o levou a ocupar uma das cadeiras da Academia Paulista de Letras, juntamente com Monteiro Lobato, de quem se tornou amigo pessoal.Vítima de câncer de próstata, Edmundo Navarro de Andrade foi submetido a uma cirurgia, na qual veio a falecer em 01 de dezembro de 1941, deixando o resultado de toda uma vida dedicada ao eucalipto.



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2006 - Divulgação - IMPORTADORA RCA

(NANOTECNOLOGIA - SULFABRIL)


http://www.textilia.net/sitenovo/portal_moda/news_moda_detalhe.asp?PLC_cng_ukey=3902725546PMFXBGB9B&PLC_map_001_c=020102




2006 - NanquimGR1000

Assessoria de Imprensa Parque D. Pedro Shopping (Campinas).

* Liquidação "Eu quero tudo porque a vida é agora".

* Conexão Cultural - ano IV:
Vanessa da Mata;
Antônio Nóbrega.



* Exposições:
O Aleijadinho, Seus Oficiais e Mestre Piranga - curadoria de José Marcelo Galvão de Souza Lima;
Instrumentos Musicais - Do Osso ao Chip.

* Eventos literários.

Pautas publicadas em diversos veículos:
Correio Popular (Campinas)
EPTV Campinas
Guia Rio Claro
TV Século 21
SBT / TVB (Campinas)
Band (Campinas)
Rádio CBN
Rádio Educativa de Campinas
Entre outros.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Revista virtual RABISCO

MINA FIRMEZA
Desfile de moda na Cadeia Feminina de Indaiatuba marca lançamento do livro que acompanha o cotidiano das reeducandas
por Giselle Marques
http://www.rabisco.com.br/37/minafirmeza.htm
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MADAME BOVARY
Mulher de fases dos século XIX
por Giselle Marques
http://www.rabisco.com.br/51/bovary.htm
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UM COITADO NA ROTA DE FUGA
Criado por Luis Alberto de Abreu, o esperto João Teité brilha no Festival Cênico de Campinas
por Giselle Marques
http://www.rabisco.com.br/54/teite.htm
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O ANJO PORNOGRÁFICO
Ruy Castro prova que não é preciso idolatrar o biografado para que seja feito um bom trabalho
por Giselle Marques
http://www.rabisco.com.br/60/nelson_rodrigues.htm
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2005 - Jornal Visão de Barão Geraldo




2005 - Jornal Visão de Barão Geraldo


2005 - Jornal Visão de Barão Geraldo





2004 - Revista Residenciais

casa in

Um raio de luz em seu lar
Projetos de iluminação valorizam o imóvel e harmonizam o ambiente

Ter um lar confortável é mais do que escolher um bom acabamento ou uma bela decoração. Deixar a iluminação para último plano de uma construção pode ser desastroso para quem prioriza o conforto e a valorização de sua residência. A maneira como um facho de luz recai sobre um móvel ou uma obra de arte pode mudar toda estrutura visual de seu lar.

Luz com personalidade
Para manter vivas as expectativas dos moradores em relação à própria casa, valorizar a arquitetura e ao mesmo tempo não sofrer uma overdose de lâmpadas e luminárias, o ideal é contratar um lighting designer, profissional especializado em iluminação que pode captar, por meio de seu trabalho, a essência do cliente.

A rotina diária de uma casa pode ser harmonizada com iluminação adequada à personalidade dos moradores, pois o diferencial ao se preocupar com isso é que os efeitos luminosos podem causar sensações e reações. A lighting designer Esther Stiller, presidente da AsBAI (Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação), afirma, por exemplo, que a cozinha deve ser fresca, alegre e produtiva no período do trabalho, que é predominantemente diurno. À noite, ainda que haja preparação do jantar, que se inicia no final da tarde, a atividade não é tão intensa.


Esther Stiller

O final do dia convida à diminuição do ritmo de trabalho, por isso a intensidade luminosa deve ser menor e a tonalidade deve ser morna, como acontece com o entardecer: “Isso resume um pouco do exercício que temos que fazer para conceber resultados visuais que sejam adequados com o desenho dos interiores e, principalmente, com a necessidade emocional dos usuários, em cada tarefa e em cada instante do dia”.

Não existe moda, mas tendências
Na iluminação, assim como em tudo o que se relaciona à arquitetura, não há moda, mas tendências. Para o italiano Carmine D’Amor, lighting designer da Datore Lucci de São Paulo e que está no Brasil há 10 anos, nada está ultrapassado, desde que o efeito escolhido não esteja em conflito com a decoração ou com a pintura das paredes.

Hoje, uma das tendências é evitar o uso de lâmpadas fluorescentes de 40W para iluminação de cozinhas, lavanderias e áreas de serviço. “Elas tem um espectro luminoso muito limitado e produzem grande alteração nas cores dos ambientes”, avalia Esther. Existem, no mercado, lâmpadas fluorescentes de boa reprodução de cor e de diversas tonalidades que podem ser utilizadas em ambientes residenciais. “As lâmpadas de 32W ou 28W economizam energia elétrica e têm uma vida útil muito maior do que as de 40W, além de proporcionar ambientes ricos do ponto de vista de fidelidade das cores”, complementa a especialista.

Carmine D'Amore

Qualidade total
Pode ser desastroso confiar a iluminação de uma residência ao engenheiro eletricista que estuda o sistema elétrico ao invés de convidar um especialista na área da arquitetura de iluminação. “Conectar o especialista em eletricidade à concepção do sistema de iluminação é o mesmo que pedir ao engenheiro químico responsável pelo desenvolvimento de combustíveis que projete um carro de Fórmula1. Porém, muita gente faz exatamente isso”, afirma Esther. Já Carmine D’Amore aconselha chamar lighting designer no começo de seu projeto.

Quanto custa
Não é possível falar em bom trabalho sem falar em valores. Ao contratar a assessoria de um arquiteto especializado em iluminação, os valores dos projetos variam de acordo com as dimensões da moradia e as diretrizes do cliente. Em média, um projeto de iluminação custa entre R$ 2.000 e R$ 3.000 para imóveis e até 200 m2 e de R$ 3.500 até R$ 10.000 para residências de até mil m2.

Depois de combinar o valor do trabalho, é preciso ir às compras. Para identificar bons produtos, as luminárias, por exemplo, vêm acompanhadas de selo de qualidade. A compra deve levar em conta o local onde elas serão instaladas na residência. A iluminação externa influencia a interna, pois se o vidro é incolor, temperado ou fosco, o fato também deve entrar na lista de avaliações do profissional e do cliente.

A partir das decisões e compras iniciais, os detalhes serão aplicados pleo lighting designer, tudo para que seja possível humanizar a tecnologia.

DICAS
Sala: a“iluminação cênica” permite o controle de intensidade da luz, como se fosse o volume do som. Recomendável usar luz defletida, abajoures ou luminárias de chão que iluminam o teto. O objetivo é conseguir uma luz indireta.

Sala de jantar: é recomendada a instalação de um lustre que fique no centro da mesa, como um pêndulo. Se houver um buffet, a luz pode ser direta, com a instalação de spots.

Jardins:
o primeiro passo é observar os níveis de altura das plantas. Para árvores altas, a dica é usar iluminação embutida no solo, com uma lâmpada especial chamada halógena PAR 38. Para vegetação baixa, recomenda-se usar a lâmpada PAR 20, com spots tipo espeto. Se no jardim houver um caminho, é possível valorizá-lo com pequenos postes balizadores.

Piscina:
uma nova tecnologia, ainda pouco usada por causa do alto custo, é a fibra ótica. São iluminações contínuas que ficam na parte externa. É como se fosse um néon maleável, como uma mangueira. A iluminação externa também pode ser feita de cima para baixo, focando a luz na água. A lâmpada recomendada é a Dichro Blue PAR 38.

Dicas de Geraldo Costa, profissional de iluminação.

SAIBA MAIS:
http://www.asbai.org
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O livro on-line!

A Morte Como Sustento
O dia-a-dia dos profissionais
que convivem com a dor alheia

Resenha do livro A MORTE COMO SUSTENTO

Resenha do livro A morte como sustento
por Luciana Araújo (publicado no Ig-Educação)

Giselle Marques
140 páginas

Assim que li o título do livro-reportagem escrito pela jornalista Giselle Marques, "A morte como sustento", logo me veio à mente a imagem de um urubu que vi certa vez no Porto de Santos. Nunca tinha visto um daqueles de perto. Ele devorava a carne podre de um rato. Em seguida, voou bem alto. Lá em cima, o bicho me pareceu tão sublime quanto o céu, por viver alimentado daquilo que morreu, que é diferente de matar para comer, mas esta é outra história. O fato é que esta impressão me acompanhou por boa parte da obra.
Ao longo dos 10 capítulos de "A morte como sustento - O dia-a-dia dos profissionais que convivem com a dor alheia", vamos conhecendo as experiências de gente que ganha a vida ao lado daqueles que a perdem. Durante a narrativa, Giselle Marques não deixa de apresentar dados estatísticos - "O Brasil registra um milhão de óbitos por ano", mas opta pela singularidade: a morte de um jovem de 23 anos em um acidente de trânsito e os detalhes de seu último dia de vida.

Odajyl Pessoa, conhecido por amigos e familiares como Jyl, era um dos estudantes que no dia 20 de maio de 1994 estavam dentro de um ônibus que ia de Rio Claro a Piracicaba, no interior de São Paulo, quando bateu de frente com um caminhão-tanque que vinha Campinas e transportava piche. Dezenove pessoas morreram, 16 estudantes e três motoristas. Gestos e frases ditas por Jyl antes de deixar sua casa naquele dia, além dos pressentimentos dos mais próximos, marcam os relatos dos parentes e o início da linha cronológica presente no livro.
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A cobertura dos jornais sobre a tragédia, o resgate das vítimas, o atendimento nos hospitais, o velório no ginásio municipal de Rio Claro, a revolta da população e enfim a duplicação da SP-127, rodovia Fausto Santomauro, local do incidente, completam a trajetória e os desdobramentos do fato. A este caso específico vão se juntando outras histórias, que giram em torno do mesmo tema, a morte, mas sob perspectivas diversas, porque diversos são os personagens: médicos, enfermeiras, jornalistas, políticos, floristas, vigilantes de cemitério, agentes funerários, fabricantes de caixão, donos de funerárias, filhos, irmãos, mães. Gente que não só possui proximidades distintas com quem se foi, mas que crêem em coisas diferentes e de quebra enxergam a morte de ângulos muito particulares.

Os corpos são de todas os formatos e idades. E a própria morte, por sua vez, também chega de maneiras variadas. Às vezes tem cinco fases, como num caso de um doente terminal e em outras vem de uma hora para outra, como nos acidentes. Embora, para alguns entrevistados, ela sempre tenha o mesmo cheiro ou a mesma cor. Assim, relatos de dor e de saudade são entrecortados por outros que falam de conquistas e lucro. Por isso mesmo, há um grande esforço da autora em não cair no mesmo tipo de erro muitas vezes citado pelas pessoas com quem ela conversou: o de tratar o assunto com frieza. Por exemplo, o modo como dona Constância foi avisada da morte seu filho, Jyl; através de um alto falante do hospital. Enfim, um trabalho que não responde "O que você vai ser quando morrer?" (título de um dos capítulos), mas que traz informações relevantes sobre como os vivos agem diante desta que é nossa única certeza, seja do ponto de vista dos que sofrem com a perda, daqueles que lutam para salvar vidas, como daqueles que fazem desta despedida seu ganha pão ou um negócio extremamente rentável. Uma grande reportagem que tem como foco a morte, mas por ser justamente baseada em uma realidade concreta visitada pela autora, fala sobretudo de vida.

Mídia:

O livro-reportagem A Morte Como Sustento foi pauta nos seguintes veículos de comunicação:

* EPTV Campinas (Jornal Regional 1ª edição)
* TV Local
* TV Puc
* TV Século 21
* TV Rio Claro
* Jornal Diário de Votuporanga
* Jornal Cidade de Rio Claro

* Gazeta de Ribeirão
* Revista Imprensa
* Rádio CBN

* Rádio Educativa de Campinas
* Rádio Clube de Rio Claro
* IG-Educação

* Guia Rio Claro
Entre outros.
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Lançamentos:
Fran´s Café Cambuí - Campinas
Piola Campinas
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Palestras sobre o livro A Morte Como Sustento:
Out. 2004 – Livraria Nobel Cambuí – Campinas;
Mar. 2005 – 4º ano de Jornalismo da PUC Campinas;
Nov. 2005 – Clube dos Diretores Lojistas de Barão Geraldo.

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Segundo lançamento do livro-reportagem A MORTE COMO SUSTENTO

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Projeto Piola Cultural Escritora e jornalista Giselle Marques reúne artistas em vernissage
“A morte não existe, nós só conhecemos a vida” Adriana Fiori, psicanalista.

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A Pizzaria Piola de Campinas coloca em prática o projeto segunda-feira cultural para divulgar novos artistas e movimentar a cidade. No dia 14 de março de 2005, a convidada é Giselle Marques, jornalista e escritora que publicou, em 2004, a segunda edição do livro “A Morte Como Sustento – O dia-a-dia dos profissionais que convivem com a dor alheia”.

Após ser convidada a expor a temática proposta de seu livro à EPTV Campinas, TV Rio Claro, TV Local, TV Puc, Rádio CBN, Rádio Educativa de Campinas, Rádio Clube de Rio Claro (Show do Meio-Dia com Sérgio Carnevale), Revista Campinas, Revista Imprensa, Guia Rio Claro, IG Ler, Correio Popular, Diário de Votuporanga e Gazeta de Ribeirão, Giselle Marques não quis fazer a festa sozinha e então convida, para vernissage do dia 14 de março, o Coral Cênico Patuscada, o fotógrafo Eduardo de Sousa e atores do Laboratório do Ator.

O Grupo Vocal Patuscada é um coral cênico que interpreta música com alguns recursos das artes cênicas: expressão corporal, cenários, adereços, figurinos e iluminação. O grupo é responsável pelo Manifesto Patuscada e pela Noite na Taberna (evento semestral organizado em Pirassununga).

A direção do coral é de Osny Fonseca Jr., a direção cênica é de Érika Duarte e as músicas apresentadas no próximo dia 14 de março são de Chico Buarque, repertório que faz parte da homenagem feita no espetáculo ocorrido em dezembro de 2004 na “Taberna de Todos os Chicos”.

Pensando no tema do livro “A Morte Como Sustento”, o projeto apresentado pelo Eduardo chama-se “Natureza da origem ao fim: Vida, Terra, Fogo, Água e Ar”. As fotos foram captadas com equipamento digital, ampliadas pelo processo convencional no início de 2005 e fazem parte do projeto idealizado pela escritora Giselle Marques.

O Laboratório do Ator de Campinas colabora com a participação de dois palhaços em “Florisbela e Alfredo: O Encontro”. A performance mostra as relações humanas de maneira lúdica. Em cena, Alfredo (Alexandre Antunes) e Florisbela (Cecília Gomes) se encontram e proporcionam o riso ao público ao revelarem situações cotidianas vividas com a ingenuidade dos palhaços. A contemplação, a indiferença, a disputa, a perda, a superação da perda e a reconciliação estão presentes com as cores fortes e intensas do universo cômico. A criação e a atuação são de Alexandre Antunes e Cecília Gomes e a direção é de José Tonezzi.

Vernissage e coquetel acontecem no dia 14 de março, segunda-feira, das 19 às 21h, na rua Ferreira Penteado, 1463, Bairro Cambuí, Campinas (SP).

APOIO CULTURAL
Clínica Multidisciplinar
Lição de Casa: 19. 3255 5510



Florisbela e Alfredo em: O ENCONTRO





Coral cênico PATUSCADA:



Fotógrafo Eduardo de Sousa:

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Lançamento do livro-reportagem A MORTE COMO SUSTENTO

Em 19 de março de 2004

Local: Fran´s Café Cambuí - Campinas/SP






Orelha do livro A MORTE COMO SUSTENTO

A MORTE COMO SUSTENTO
O dia-a-dia dos profissionais que convivem com a dor alheia
por Adauto Marin Molck, Editor do Cosmo Online

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Confesso que quando li o título não tive uma boa impressão. Tudo que envolve a morte nos deixa receosos, pois acredito que a maioria das pessoas não deseja morrer e nem conviver com a morte. Esse é meu caso. Depois pensei que a autora pudesse suprir algum prazer mórbido...

Nada disso! Giselle Marques conseguiu me surpreender. Seu texto flui com muita vida pelas páginas. Suas palavras empolgam pela precisão jornalística, pela forma agradável e pelo estilo fracionado. Já nas primeiras páginas o tema deixa de ser temeroso e enquanto se avança vamos conhecendo os vários casos, os vários sentimentos e os muitos profissionais que convivem de perto com o que chamamos habitualmente de "o fim" e que pra eles é apenas um meio.

Este livro não esgota o assunto, e nem acredito que essa era a pretensão da autora, mas dá uma visão clara, real e precisa das formas de se conviver com o "não ser". É suficientemente eficaz e não deixa dúvidas no seu propósito. Meu conselho? Seja vivo. Deixe essa jovem jornalista te surpreender também.

Contra-capa do livro-reportagem: A MORTE COMO SUSTENTO

A Morte Como Sustento
O dia-a-dia dos profissionais que convivem com a dor alheia
Por Giselle Marques
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O Brasil registra um milhão de óbitos por ano e a humanidade se transforma em estatística a cada dia. No município de Campinas o número de funerais gira em torno de seiscentos por mês e desses, a morte violenta abate cento e trinta. O inverno atinge grande parte das pessoas mais velhas com suas gripes e pneumonias. Os mais jovens se matam no trânsito e a cura do câncer precisaria ser vendida em comprimidos nas farmácias. Existem falecimentos de maneiras inusitadas, como um senhor que estava colhendo manga para os netos quando caiu da árvore, não resistiu aos ferimentos. Alguns procuram a inexistência em lâminas e cordas. Entre tantos falecimentos existem profissionais especializados e experientes para lidar com a morte, seja para cuidar de um moribundo, melhorar a coloração de um corpo sem vida ou construir túmulos.

As atividades que envolvem a convivência diária com o fim da vida de seres humanos são variadas, saber o quê fazer e como fazer exige prática. No dia-a-dia a experiência é construída com a necessidade de presenciar histórias nem sempre agradáveis. Para não seguir o senso comum, este livro-reportagem escapa das estatísticas e traz para o leitor os sentimentos e o lucro de quem batalha para amenizar a dor do outro, seja nos hospitais, funerais ou cemitérios.Os rituais existem para simbolizar o fim da vida.

A morte é inevitável e intocável. É possível falar, escrever e pensar na morte, mas tocá-la, não. Os símbolos construídos pelos homens buscam entender o fim quando a dor não pode ser demonstrada pelo vocabulário. Com o tempo, os funerais foram modificados. Os motivos para as mudanças são diversos. O maior deles é o avanço da medicina que permite o prolongamento da vida ou do sofrimento. Se velar um corpo na sala da própria casa era comum, hoje, com as famílias dispersas, a correria das grandes cidades, prédios e elevadores, o mercado funerário se aperfeiçoa para cuidar de todos os detalhes de um funeral.Ao conviver com o sofrimento e a morte alheia, enfermeiros, médicos, sepultadores, floristas, diretores e agentes funerários precisam enfrentar o preconceito de quem não entende que o trabalho consiste em amenizar o choque causado por aquilo que é iminente, o fim.

Da mesma maneira que o proprietário da mais tradicional funerária da cidade de Rio Claro, no interior do estado de São Paulo, descobriu como vender aquilo que ninguém quer comprar, este livro-reportagem procura desvendar realidades pouco exploradas na sociedade ocidental onde homens e mulheres ‘fazem de conta’ que esqueceram a limitação da própria existência. Discutir o sexo com quem fez voto de castidade é como debater a morte com quem fez voto de eternidade. E o ser humano, portador de uma vaidade que beira à patologia, parece não admitir que um dia terá que se ausentar deste mundo. . .