Cleo Fante
Foto: Christiano Mazzola
Bullying: o que é isso?
Cleo Fante traz detalhes sobre bullying
Assunto cada vez mais pesquisado e debatido entre educadores, o bullying escolar é objeto de estudo de Cleo Fante desde 2000, quando conheceu o tema na Universidade de Ilhas Baleares, na Espanha.
Em entrevista para o Guia Rio Claro, a pesquisadora alerta sobre as causas e conseqüências deste fenômeno tão comum e prejudicial ao desenvolvimento social do indivíduo.
O que é o fenômeno bullying?
É uma forma de violência que resulta em sérios prejuízos não somente ao ambiente escolar, mas à sociedade, através das atitudes de seus membros. As relações desestruturadas por meio de condutas abusivas e intimidatórias incidem na formação de valores e na formação do caráter, o que refletirá na vida do indivíduo, no campo pessoal, profissional, familiar e social. É uma dinâmica psicossocial expansiva que envolve um número cada vez maior de crianças e adolescentes, meninos e meninas, à medida que muitas vítimas reproduzem a vitimização contra outro(s).
Desde quando existe este fenômeno?
O bullying sempre existiu, porém, somente há pouco mais de três décadas é que se tornou assunto estudado, com parâmetros científicos. Apesar de ser antigo, o que nos preocupa é seu crescimento e envolvimento de crianças em tenra idade escolar. O fenômeno se intensifica e se agrava na medida em que muitos daqueles que presenciam os ataques dos valentões (bullies) e a impunidade de suas ações, acabam por adotar atitudes semelhantes ou ainda mais perversas e cruéis. Os casos crônicos colaboram com os elevados índices de violência e criminalidade que envolve nossa juventude – já que muitos não suportam o grau de sofrimento que lhes são imputados e acabam por cometer assassinatos e suicídios dentro e fora da escola.
Onde e quando este fenômeno começou a ser observado e estudado? O que significa bullying?
Começou a ser estudado cientificamente a partir dos anos 70, na Suécia e nos anos 80, na Noruega, em decorrência do aumento dos índices de suicídios entre os estudantes. No Brasil, as pesquisas e estudos são recentes, motivo pelo qual há urgência em conscientizar nossa sociedade sobre o fenômeno e seus prejuízos. O bullying é um termo utilizado na literatura psicológica anglo-saxônica para designar comportamentos agressivos e anti-sociais. “Bully” pode ser traduzido como “valentão”, “tirano”, “brigão”. Enquanto verbo, “Bullying”, significa “tiranizar”, “amedrontar”, “brutalizar”, 'oprimir'. Universalmente, o termo é conceituado como sendo um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima.
Como identificar se o que está acontecendo com algum aluno se caracteriza como fenômeno bullying ou se é apenas briga comum entre colegas?
Existem critérios para identificar as condutas bullying e diferenciá-las de outras formas de violência e das “brincadeiras” próprias da idade. Esses critérios foram estabelecidos pelo renomado pesquisador norueguês Dan Olweus, pioneiro nos estudos da temática. Portanto, o bullying é caracterizado por ações repetitivas contra uma mesma vítima, num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima; e ausência de motivos que justifiquem os ataques. É necessário levar em consideração os sentimentos negativos mobilizados e as seqüelas emocionais, vivenciados pelas vítimas de bullying.
Por que as crianças são cruéis e agressivas entre si? Por que esse tipo de comportamento acontece?
São inúmeras as causas desse comportamento, desde a carência afetiva, a ausência de limites, a permissividade familiar e escolar, a exposição às inúmeras cenas de violência exibidas na mídia, nos jogos, nos filmes, a ausência de modelos educativos capazes de nortear a vida dos jovens, a certeza da impunidade, o incentivo à competitividade, o individualismo, o egoísmo, a falta de políticas públicas e investimentos para conter a violência nas escolas, a sociedade consumista sem valores solidários, dentre outros.
Como a “vítima” pode se defender?
É importante frisar que uma das características do bullying é o desequilíbrio de poder. Portanto, para a vítima não é fácil se defender, se assim o fosse não haveria vitimização. Ante o primeiro ataque, a suposta vítima já daria um basta à situação e, nesse caso, seria uma ação pontual e não bullying. A dificuldade está na defesa, uma vez que o agressor respaldado em sua força física ou psicológica, ou ainda com o apoio ou participação do grupo, persiste nos ataques que se tornam cada vez mais freqüentes e cruéis. A vítima aos poucos é excluída do convívio social, o que aumenta ainda mais o seu sofrimento. Orientamos para que a vítima não sofra em silêncio, que busque auxílio junto a um colega, professor ou familiar.
Mesmo sem muitas chances de defesa, como agir a partir do momento em que o bullying se concretiza?
Algumas vítimas se defendem encontrando caminhos alternativos, se dedicando aos estudos, aos esportes, às artes, à profissão, à solidariedade. Outras aprendem a se defender com a ajuda de profissionais da psicologia. Outras encontram no sofrimento o poder da resiliência. Outras, para se defender, atacam.
Quais os aspectos negativos do fenômeno para a “vítima”? Como isto pode repercutir no presente e no futuro da pessoa?
A vítima experimenta sentimentos negativos que podem comprometer seu desenvolvimento socioeducacional. No processo educacional pode repercutir na queda do rendimento escolar, desinteresse pelos estudos, déficit de concentração e de aprendizagem. Absentismo, reprovação e evasão escolar. No processo de socialização, por estar comprometida sua auto-estima, a vítima vai se fechando para novos relacionamentos, dificultando a integração social. Muitas vítimas não superam essa dificuldade no decorrer do seu desenvolvimento acadêmico e se tornam adultos com probabilidades de comportamentos depressivos ou compulsivos. Tendem a apresentar dificuldades na vida sentimental, por não confiarem nos parceiros. No local de trabalho, podem apresentar dificuldade de expressão, de falar em público e de liderança, déficit de concentração, insegurança, dificuldade de resolução de conflitos, de tomada de decisões e iniciativas. Quanto à educação dos filhos, projetam sobre eles seus medos, desconfianças e inseguranças, tornando-se superprotetores em muitos casos. Na saúde, promovem queda da resistência imunológica e sintomas psicossomáticos diversificados, como cefaléia, tonturas, náuseas, ânsia de vômito, dores epigástricas, diarréia, enurese, sudorese, febre, taquicardia, tensão e dores musculares, excesso de sono ou insônia, pesadelos, perda ou aumento do apetite, dores generalizadas, dentre outras. Podem surgir doenças de causas psicossomáticas, como gastrite, úlcera, colite, bulimia, anorexia, herpes, rinite, alergias, problemas respiratórios, obesidade, além do comprometimento de órgãos e sistemas.
Quais os perfis mais escolhidos para ser motivo de chacota da turma?
Devemos esclarecer, primeiramente, que o bullying não é somente chacota ou apelido constrangedor. É muitas vezes dotado de comportamento cruel e desumanizante, como perseguir a vítima, amedrontar, ameaçar, furtar ou estragar seus pertences, humilhar publicamente, atacar moral, sexual, física ou virtualmente. Geralmente, as vítimas são aqueles alunos tímidos, passivos, retraídos, inseguros, submissos, com dificuldades de socialização e de defesa, além de apresentarem em seu aspecto físico ou psicológico algo que os diferenciem dos demais.
E qual o perfil daquele que insistentemente zomba dos colegas?
São aqueles que se valem de sua força física ou habilidade psico-emocional para aterrorizar os mais fracos e indefesos. São prepotentes, arrogantes e estão sempre metidos em confusões e desentendimentos. Utilizam várias formas de maus-tratos para tornarem-se populares, dentre elas as zoações, os apelidos pejorativos, expressões de menosprezo e outras formas de ataques, inclusive os físicos. Podem ser alunos com grande capacidade de liderança e persuasão, que usam de suas habilidades para submeter outro(s) ao seu domínio.
Como as escolas podem prevenir ou mudar o quadro de bullying entre os alunos? Quais as opções?
É fundamental que as escolas desenvolvam ações ou programas antibullying e que os profissionais saibam encaminhar devidamente os casos. Caso contrário, aqueles que não receberam tratamento eficaz ou que não encontraram alternativas de superação, podem ser presa fácil de abusos em outros contextos, podendo comprometer vários aspectos de sua vida: acadêmico, familiar, afetivo, profissional e social. O fenômeno pode ser evitado e para isso é necessário o desenvolvimento de uma cultura de paz nas famílias, nas escolas, na sociedade. A criança precisa de modelos positivos de identificação, de adultos que ensinem e pratiquem a tolerância, a solidariedade, o respeito às diferenças, a compaixão.
E os pais, como podem perceber se o filho está praticando ou sendo vítima do fenômeno? O que devem fazer em ambos os casos?
Primeiramente, devemos alertar os pais para que não vejam os filhos somente como vítimas, o que é uma tendência quando se deparam com o tema. É preciso lembrar que muitas crianças na escola adotam comportamentos diferentes daqueles adotados em casa. Por isso, é importante que fiquem atentos a qualquer mudança comportamental, mesmo que lhes pareça insignificante. Alterações de humor, insônia, aspecto triste, deprimido, irritado, desculpas para faltar às aulas, desejo de mudança de escola sem justificativas convincentes, queda brusca no rendimento escolar, sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça e de estômago, tonturas, vômitos, diarréia, pouco antes de irem à escola, podem ser indícios de vitimização. Por outro lado, a adoção de condutas abusivas, desafiadoras, humilhantes, agressividade exacerbada, envolvimento freqüente em desentendimentos, expressão de sentimentos de superioridade, de intolerância e de desrespeito, são alguns sinais emitidos pelos praticantes de bullying. Em ambos os casos, o ideal é que os pais procurem a escola para trocas de informações e soluções conjuntas, não incentivando jamais o revide ou responsabilizando a criança por suas condutas. Vale ressaltar a importância dos bons exemplos, da participação e do acompanhamento na vida escolar e social dos filhos. O ideal é que façam parceria com a escola e encontrem soluções tanto para os filhos que são alvos, quanto para os autores de maus-tratos. Ambos necessitam de ajuda e muitas vezes de encaminhamento a outros profissionais, especialmente da área de Saúde. Porém, se a escola não tomar providências, devem procurar o Conselho Tutelar. Dependendo da gravidade do caso, a Delegacia de Polícia (nos casos de bullying virtual, lesão corporal, calúnia e difamação) para lavrar boletim de ocorrência.
O psicanalista e escritor Rubem Alves admitiu, em artigos e palestras, ter sido vítima de bullying quando criança. Como ele conheceu o seu trabalho e desde quando ele apóia sua pesquisa na mídia?
Rubem Alves é uma pessoa muito generosa e querida. Conseguiu sobreviver ao bullying em sua época escolar e transformou-se num fenômeno em talento e popularidade. Conheci o Rubem pela Verus Editora e me apaixonei por sua pessoa simples, porém profunda. Presenteei-o com o livro Fenômeno Bullying, então ele me disse que escreveria um artigo sobre o assunto e o fez. Ele divulga o tema desde quando conheceu o meu trabalho, cerca de três anos atrás.
Você acredita que, quanto mais as pessoas souberem do que se trata, menos esse tipo de comportamento pode acontecer?
Acredito que quanto mais pessoas estiverem falando com seriedade sobre o assunto, e quanto mais a mídia divulgá-lo, mais a sociedade estará consciente desse mal e de seus prejuízos. Dessa forma, quem sabe, as autoridades se comprometem e criam políticas públicas e investimentos em ações preventivas e tratamentos específicos.
Qual foi sua motivação para ter começado a estudar e divulgar este assunto?
Meu interesse se intensificou devido aos resultados obtidos nas pesquisas que realizei entre os anos de 2000 a 2003, na região de São José do Rio Preto e pelas tragédias ocorridas em diversos países, inclusive no Brasil, em Taiuva, Remanso, Recife, tendo como causa o bullying.
Há planos de publicar outras obras sobre este assunto?
Além de Fenômeno Bullying, o livro Bullying Escolar. Perguntas & Respostas deve ser publicado pela editora Artmed. Para meados de 2009, outro livro deve ser publicado pela editora Mercado de Letras.
Sobre a autora
Cleo Fante é pesquisadora, consultora educacional, vice-presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes) e autora do livro Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz, publicado pela Verus Editora.
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Foto: Gilberto Jr.
Por onde passa em Rio Claro, Ana Paula Barrotte é reconhecida como Miss Brasil. Com 31 anos completos em 19 de outubro, a libriana conheceu vários países por conta de sua beleza. Aos 11 anos de idade, fez curso para ser modelo e começou a desfilar; participou e ganhou títulos em concursos como o Sex Appeal e Miss Rio Claro, além de ganhar em primeiro lugar o título de Miss Brasil Beleza Internacional, que aconteceu em Minas Gerais em 94. Já no concurso Miss Beleza Internacional, ocorrido no Japão também em 94, Ana Paula participou, mas quem levou o título foi a Miss Grécia.
Formada em Direito pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, Ana Paula trabalhou como advogada no Rio de Janeiro e em Petrópolis, cidades onde morou por mais de 10 anos. De volta a Rio Claro desde o carnaval de 2006, quando desfilou mais uma vez pela sua escola do coração, a Samuca, agora suas atenções estão voltadas ao seu novo negócio: o Felicità Eventos. Aqui ela conversa com a equipe do Guia Rio Claro e conta um pouco sobre seus projetos e pensamentos.
O que significou para você participar da capa do Drops, e mostrando a língua?
Eu adorei fazer a capa da revista Drops, justamente por ser um desafio novo na minha vida, já que nunca tinha feito uma foto mostrando a língua (risos).Achei a idéia muito criativa e diferente de tudo que já tinha feito. Todos estão acostumados a ver a Ana Paula como uma miss, com roupa e pose de miss, doce e delicada, agora tive a oportunidade de mostrar meu lado moleca. Acho que vai ser um choque, no sentido positivo da palavra!
Qual seu trabalho atualmente? O que você faz?
Estou trabalhando em parceria com minha mãe, que administra Buffet Bete Barrotte há 10 anos oferece vários tipos de serviços, como coquetéis, café da manhã, jantares, doces, bolos e salgados. Então montei o Felicità Eventos e organizo festas, casamentos, festa de 15 anos. Por exemplo, cuidei do casamento da Camila e do Marcelo Picka, fiz a sala vip do Caminhão da Caixa Econômica Federal, um coquetel para a Acirc e agora estou organizando três casamentos que acontecem entre outubro e janeiro.
Como é esse trabalho na Felicità Eventos?
Busco bons profissionais para o evento, apresento três opções de orçamentos, coordeno tudo, lista de convidados, recepção na festa e, se for casamento, cuido da noiva quase como uma babá. É preciso ser um pára raio, não preocupar os noivos ou a família. Mas deixo o casal à vontade, porque casamento é a realização de um sonho. E se precisar, até animar a festa eu animo!
Sobre seu aniversário, como é chegar aos 31?
Mexe, porque cada vez mais a gente fica distante dos 20 e perto dos 40. As pessoas sempre acham que eu sou mais nova, isso é legal. O que sei é que a juventude está na cabeça. Hoje eu me sinto melhor tanto com meu corpo quanto com a minha cabeça.
A beleza atrapalha ou ajuda?
Beleza às vezes ajuda, mas também atrapalha. As pessoas esquecem de enxergar a competência e a capacidade intelectual da pessoa. Para a mulher é pior ainda, porque, se exagerar na simpatia, pode ser mal interpretada. Mas se não fosse a beleza, eu não teria viajado e conhecido muitos países e culturas diferentes.
Você se considera uma Barbie Girl?
Sou vaidosa, mas eu acho que as outras pessoas me consideram assim até mais do que eu mesma. Eu não sigo moda, nem dieta, e também não faço exercícios. Quando eu ganhei o concurso de Miss, entrei em depressão. Havia pressão para estar sempre arrumada, as amizades eram confusas, porque eu não sabia se queriam conviver com a Ana Paula ou se estavam do meu lado pela popularidade. Chegou uma hora que eu comecei a esconder o título de Miss.
[O celular de Ana Paula toca, ela atende. O telefonema é um convite para participar de um comercial de TV em uma hora. Ela aceita o convite e a entrevista continua]
Como você lida com a inveja?
Eu acho triste para quem sente, porque é destrutivo e negativo. Devem ser pessoas sem capacidade de buscar seus sonhos, ou até mesmo capazes, mas acomodadas. Inveja positiva, que faz a pessoa mudar para melhor, é boa e natural do ser humano.
E com gente puxa-saco?
Ah! Gente puxa-saco não deveria existir, são falsas e forçam as situações. É um tipo de gente que incomoda.
Você tem religião?
Sou católica, mas já conheci igreja evangélica e outras também, não tenho preconceito. Às vezes vou à missa do Padre Jocelir, porque ele tem um carisma incrível, fala a língua do povo, diferente daqueles que decoram sermão. Comecei a ir por causa do meu irmão que acompanhava a namorada. Agora a família inteira vai, eu sou a que menos vai, mas é muito bonito e emocionante ver tanta gente cantando e orando junto, principalmente os jovens. Eu não concordo com muita coisa da igreja católica, mas acho que tudo o que nos leva a Deus é válido, porque o importante é ter fé.
Qual foi a maior ousadia da sua vida?
Eu acho que foi aceitar o desafio de participar de concursos de beleza, uma idéia da minha mãe, que sempre me incentivou e apoiou em tudo o que eu busco fazer. Aliás, quero dizer aqui que amo demais a minha mãe!
É verdade que você gosta de futebol? Para qual time você torce?
Comecei a torcer para o Corinthians por causa do meu pai e do meu avô, mas hoje sou corinthiana em qualquer lugar do planeta, é uma paixão sem explicação. Adoro futebol. Já participei de um programa na TV Opinião de Araras por nove meses e, além de discutir o assunto, também apresentava um programa esportivo. Acredito que o futebol feminino precisa de mais espaço, elas estão batendo um bolão.
Você usa a Internet?
Uso para pesquisar assuntos sobre cerimoniais e festas, que é minha dedicação agora. Gosto de me atualizar pela Internet, além de buscar lazer, navegar no Orkut e encontrar os amigos.
No perfil do seu Orkut tem uma frase assim: "não sou melhor nem pior, apenas diferente". O que seria essa diferença justificada no seu perfil?
É ser a Ana Paula, não seguir padrões apesar das cobranças. Não me acho nem melhor, nem pior, apenas faço o que tenho vontade.
O que significa amizade para você?
Quando é sincera, é a melhor coisa que você pode encontrar na vida. Para mim, duas pessoas que traduzem esse sentimento são a Soraia Sena, do Rio de Janeiro e a Rose Dias de Oliveira, de Petrópolis. Tenho também a minha mãe, com quem eu posso sempre contar. Ah! E também minha cachorrinha Brida, que é minha companheira de todas as horas.
Você tem tatuagem?
Tenho duas que fiz lá em Petrópolis. Uma rosa no pé e três estrelas na nuca.
O que significam?
A rosa é porque gosto de flores e plantas, e a rosa é a flor das flores. E as três estrelas representam as três marias. Quero fazer mais uma, mas ainda não defini o que vai ser.
As pessoas ainda têm preconceito com tatuagem?
Depois que eu fui para Petrópolis, eu pude ser mais eu, mais livre, não tinha muita cobrança. Até mesmo como advogada, uma vez levamos uma juíza para fazer tatuagem também. No Rio de Janeiro as pessoas são mais livres e às vezes sinto saudade da sensação de ser anônima.
Pensa que acabou? Confira nosso Ping-Pong com Ana Paula Barrotte:
Música: gosto de tudo um pouco, são fases, agora estou gostando das sertanejas.
Livro: gosto do Paulo Coelho, do Osho, daqueles que buscam melhorar o espírito, que sejam positivos.
Viagem: uma que fiz para Chicago, nos Estados Unidos. Foi em 97 e fiquei lá três meses.
Perfume: Light Blue - Dolce & Gabbana
Amor: o sentimento mais incrível que alguém pode sentir. Sou feliz por já ter encontrado o amor.
Casamento: quando eu casar, quero que seja para sempre.
Família: meu porto seguro, amo meus pais e meus dois irmãos.
Trabalho: realização.
Cinema: gosto das comédias românticas, dos nacionais e dos filmes de ação. Não gosto de filme de terror.
Fofoca: o assunto predileto de quem só sabe cuidar da vida alheia.
Tempo: ensinamento, cura e solução.
Felicidade: estar de bem consigo mesma e com as pessoas que realmente me importam.
Saudade: da minha infância e dos meus avós paternos, Mirtes e Irineu Barrotti, que estão olhando por mim lá do céu.

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