terça-feira, 29 de abril de 2008

Abril 2007 - Web.Magazine - Pioneer

EM RIO CLARO, UMA FLORESTA ENCANTADA!



Foto: Rodrigo Melleiro

Mais conhecido como Horto Florestal, a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, localizada em Rio Claro, no Estado de São Paulo, é um lugar repleto de história, mas não oferece estrutura aos visitantes.


De acordo com o presidente da Associação Amigos do Horto Florestal Edmundo Navarro de Andrade, Osmar Ribeiro, essa história foi bem diferente no passado. “Por volta de 1950, o Centro de Convivência do Horto tinha bailes, cinema, salas de aula, mas depois da privatização da Fepasa, a decadência teve início e hoje os visitantes não têm nem água para beber”.

A Associação, que possui 14 membros, conta com a colaboração de cerca de 100 associados que pagam mensalmente cinco reais. Isso mesmo: cinco reais. Ribeiro explica que tudo o que é feito com esse dinheiro tem nota fiscal e é registrado em cartório: “nossa colaboração é extremamente séria”.

Conforme Ribeiro, das 18 florestas que pertenciam a Companhia Paulista (antiga Fepasa), hoje resta apenas a de Rio Claro. Com 2230 equitares, a Floresta já teve mais de três mil equitares, mas com o crescimento da cidade, a partir da década de 20, o espaço foi destinado à formação de bairros: atualmente são oito quilômetros de floresta em contato com a malha urbana e o que se vê nessas áreas é desrespeito, lixo, descuido e invasão.

Poucos se preocupam e fazem dessa vizinha tão especial um pedaço de jardim bem cuidado e limpo.Considerada o berço do eucalipto no Brasil, o Horto abriga uma coleção com mais de 60 espécies diferentes fora de seu local de origem, que é a Austrália.

Para ter uma idéia de sua grandiosidade, no decreto de criação estão registrados 198 imóveis, sendo que muitos foram habitados pelos funcionários da antiga Fepasa. Há também o Museu do Eucalipto; a Casa da Madeira; o Jardim das Palmeiras; o Viveiro de Mudas; a Capela Santo Antônio dos Eucaliptos com capacidade para receber 150 pessoas sentadas, mas sem padre para rezar missa; o Jardim das Esculturas; o Barramento do Ibitinga; o Córrego Santo Antônio e o Ribeirão Claro, que corta a floresta com água já poluída.

Existe muito mais dentro da Floresta, mas quando há visitantes, eles precisam ir ao shopping, que fica próximo, para beber água.

O Horto também têm fãs pela Internet: na comunidade do Orkut são quase 300 membros e a descrição pode dar uma idéia dos apaixonados pelo local: “Para todos que já brincaram, namoraram, ficaram, mataram aula, nadaram, andaram, correram, beberam e etc... no Horto, agora Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade. Para quem não sabe, fica em Rio Claro – SP”.

Monalisa Bonatti, que nasceu em Rio Claro e por muito tempo morou na cidade, afirma que o lugar é realmente especial: “Vou ao Horto desde que me conheço por gente, sempre foi um passeio de domingo para mim e para meus tios, mas não visito o local desde 1992, que foi quando me mudei para Campinas”. Ela recorda seus domingos inteiros passados na Floresta, seus pic-nics e brincadeiras: “lembro de escorregar nas folhas de palmeiras imperiais até o lago; havia um corredor de árvores com o caule branco, também lembro muito dessa imagem, além do museu”. Monalisa afirma que Rio Claro precisa preservar esse espaço verde com tanta história. “Um local onde a população possa interagir com a natureza e relaxar!”.

Navarro de Andrade

Em junho de 2002, o Horto Florestal da cidade de Rio Claro passou a se chamar Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade. A Floresta surgiu no começo do século passado e foi originada da junção de três fazendas: Santa Gertrudes, Santo Antônio e Cachoeirinha, além de muito trabalho por parte de Edmundo Navarro de Andrade.Nascido em São Paulo, em 1881, Navarro de Andrade foi um Engenheiro Agrônomo formado em 1903 pela Escola Nacional de Agricultura de Coimbra, Portugal.

Por intermédio de sua madrinha, Veridiana Prado, em 1903 foi indicado para trabalhar na Companhia Paulista, onde ficou responsável pela pesquisa para identificar uma espécie arbórea capaz de abastecer de lenha rapidamente a ferrovia. A planta descoberta seria plantada em larga escala.Após cinco anos de pesquisa, Navarro de Andrade chegou à conclusão de que a espécie ‘eucaliptus’, de origem Australiana, apresentou os melhores resultados comparativos.Quando o eucalipto foi trazido para o Brasil, não se pensava na possibilidade de usá-la para papel, celulose, lenha, pois era basicamente usada para fins medicinais.

A partir do trabalho de Navarro é que começou a se pensar no eucalipto para dar suporte à produção florestal no Brasil. Segundo a literatura, existem mais de 600 espécies. Para Rio Claro, Navarro trouxe 144, mas nem todas vingaram: das 144 espécies, ficaram aproximadamente 60 tipos de eucalipto, fora os híbridos, ou seja, as árvores que se originam do cruzamento de espécies diferentes.

Existem plantas nativas, mas a quase totalidade é eucalipto.Navarro de Andrade foi um cientista mundialmente conhecido, publicou mais de uma dezena de livros, o que o levou a ocupar uma das cadeiras da Academia Paulista de Letras, juntamente com Monteiro Lobato, de quem se tornou amigo pessoal.Vítima de câncer de próstata, Edmundo Navarro de Andrade foi submetido a uma cirurgia, na qual veio a falecer em 01 de dezembro de 1941, deixando o resultado de toda uma vida dedicada ao eucalipto.



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